O que une a Alexa, da Amazon, e o iPhone, da Apple? Uma revolução

Pela segunda vez, a Amazon vende milhões de dispositivos com a assistente pessoal Alexa e quebra recordes. Esse é o futuro?

O que une a Alexa, da Amazon, e o iPhone, da Apple? Uma revolução

Pela segunda vez, a Amazon vende milhões de dispositivos com a assistente pessoal Alexa e quebra recordes. Esse é o futuro?

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A Amazon alcançou o número recorde de mais de 180 milhões de pedidos vendidos na Black Friday e Cyber Monday deste ano. As compras mais populares de todas as categorias, segundo a varejista, atendem por um nome: Alexa.

Ela está no Echo Dot, Fire TV Stick 4K com controle de voz e o tablet Fire 7, os produtos mais vendidos pela gigante americana nas datas acima. Essa temporada foi a maior de todas para os dispositivos Echos, com milhões de itens vendidos em todo o mundo — no ano passado, a Amazon anunciou que “vendeu milhões de dispositivos com a Alexa”, tendo quebrado um recorde.

A varejista não divulgou o número específico de dispositivos vendidos nas datas comemorativas do ano passado ou deste ano. No entanto, no terceiro trimestre de 2017, Jeff Bezos, presidente e fundador da companhia, afirmou que a empresa vendera 20 milhões de dispositivos com a Alexa durante o período.

Além do número de dispositivos vendidos ser, no mínimo, substancial, algo ainda mais importante está surgindo: um mercado em torno da Alexa. Como o iPhone, que liderou a criação dos smartphones, a Amazon está atuando no setor de controle por voz e, hoje, gadgets inclusive de outras empresas estão ganhando uma integração com a inteligência artificial da varejista.

A iniciativa é comparável com o próprio iPhone, que possibilitou a criação de uma loja de aplicativos e revolucionou formas de pensar e agir. Hoje, temos 220 milhões de celulares inteligentes (smartphones) no Brasil, mais de 1 por habitante.

Ou seja, é cada vez mais raro encontrar alguém que não possua um smartphone ou não esteja minimamente conectado as redes — seja para utilizar o GPS, mandar e-mails, se comunicar com outras pessoas ou trabalhar.

Qual a diferença entre o Echo e a Alexa?

Agora você pode perguntar: por que os Echos foram vendidos, quando a assistente pessoal é a Alexa? Os Echos são os principais dispositivos nos quais podemos encontrá-la. Geralmente, eles são os dispositivos circulares que acendem e respondem toda vez que a palavra “Alexa” é dita em voz alta. Enquanto o Echo é o hardware, a Alexa atua como software.

O lançamento do Echo – e da própria Alexa – foi em novembro de 2014. Na época, o dispositivo já era capaz de responder perguntas e de se adaptar aos costumes dos usuários.

Hoje, entre as diversas funcionalidades oferecidas, os gadgets são capazes de tocar a música que o usuário pede para ouvir, marcar compromissos, ler notícias, pesquisar e enunciar receitas culinárias e ser um despertador.

Para essas iniciativas, existe o Echo Dot – em formato e tamanho semelhante a um disco de hóquei – e o Echo Plus, que é cilíndrico e possui melhores condições de reprodução de som.

Os dispositivos foram desenhados para serem usados dentro de casa – seguindo o conceito de “casa inteligente” ou “smart home” cada vez mais adotado pela Amazon – e possui inclusive lançamentos específicos para atenderem necessidades. É o caso do Echo Look.

Personal stylist 

Se você sempre quis um stylist auxiliando no que vestir, a Amazon se propôs a resolver esse problema com sua inteligência artificial. Pode parecer ambicioso, mas a varejista está se dispondo a recomendar quais roupas seus clientes devem usar.

A iniciativa é possível através do Echo Look – um Echo que possui o formato diferente, como um espelho cilíndrico, e é capaz de tirar fotos.

A partir dos comandos de voz, a Alexa tira fotos de cima a baixo e realiza vídeos, comparando os modelos específicos e recomendando as melhores peças a serem utilizadas.

Além disso, a assistente pessoal da Amazon é capaz de organizar, virtualmente, peças de roupa de acordo com a ocasião e clima. No ano passado, a varejista patenteou uma ideia que parece a evolução da ferramenta.

Dispositivos que conversam com a Alexa

Mas isso não é, nem de longe, tudo o que é possível ser realizado com a assistente pessoal da Amazon. Além dos dispositivos mais comuns, o Echo Dot e o Echo Plus, existem outros que atendem aos comandos feitos para a Alexa.

Entre os mais vendidos deste ano está também a “Amazon Smart Plug”, uma tomada inteligente. Ela permite que a luz e até mesmo uma cafeteira convencional possam ser ligadas por comando de voz — é importante mencionar o adjetivo “convencional” na cafeteira, afinal esse rótulo será mais necessário, devido a um lançamento recente da Amazon: um micro-ondas que atende por comando de voz.

O micro-ondas da Amazon

Há dois meses, a varejista lançou o micro-ondas AmazonBasic – o primeiro eletrodoméstico da Amazon. Atente-se ao adjetivo “básico”.

O micro-ondas possui wi-fi, por onde pode ser conectado com Echos e outros aparelhos com a Alexa, e atende aos comandos de voz dados a esses aparelhos.

Entre os comandos de voz esperados, são “Alexa, cozinhe uma batata” ou “Alexa, esquente minha refeição por 30 segundos”. O micro-ondas ainda não está à venda.

O relógio de parede

Se os relógios de parede estão sendo cada vez mais em desuso,  isso poderá mudar com o lançamento do Echo Wall Clock.

Como o micro-ondas, o relógio é capaz de atender e seguir instruções dadas a um Amazon Echo. Para a Amazon, significa que os usuários terão que comprar ao menos um Echo se quiserem um relógio de parede ou micro-ondas inteligentes – e o fato de que eles mesmos podem ser conectados, como em uma rede, torna a fidelização do consumidor ainda mais fácil.

Apple e Google correm atrás

A Amazon não está sozinha no mercado de assistentes pessoais por voz. O Google possui a própria, o Google Assistente, enquanto a Apple tem a Siri.

Ambas também lançaram seus dispositivos, mas nenhum com tantas funcionalidades possíveis ou gadgets que atendam aos comandos dados. Desta vez, a Apple não está tão por dentro do que parece ser a próxima revolução dos gadgets.

Não que a Amazon não esteja sendo seguida de perto. Além dos exemplos já citados, um dos produtos mais vendidos pela varejista foi o Fire TV Stick 4K.

O dispositivo, quando conectado em uma televisão convencional, torna possível a conexão à internet e, consequentemente, possibilita o acesso a streamings e aplicativos. O Google e a Apple possuem aparelhos semelhantes, com o Google ChromeCast e Apple TV, que também atendem aos próprios assistentes pessoais.

Fora das casas

A iniciativa já está literalmente saindo das casas – as campainhas da Ring, empresa adquirida pela Amazon, já atendem aos comandos de abrir a porta ou mostrar gravações da câmara – e seguindo os usuários para dentro dos carros e escritórios.

Além do relógio de parede e micro-ondas, o Echo Auto foi uma novidade anunciada pela varejista nesse ano. Dessa vez, o objetivo é deixar o motorista com as mãos livres em relação aos comandos de mudar ou trocar de música, além de diminuir ou aumentar a temperatura do ar condicionado.

Por enquanto, nenhuma dessas iniciativas estão disponíveis no Brasil, porque a Alexa ainda não aprendeu a falar português. Ainda.

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