China anuncia primeira rota de trem-bala subaquático

Enquanto país asiático investe na infraestrutura, no Brasil cerca de 31% da malha não é utilizada, e 6,5 mil km não estão em condições de serem colocados em operação

China anuncia primeira rota de trem-bala subaquático

Enquanto país asiático investe na infraestrutura, no Brasil cerca de 31% da malha não é utilizada, e 6,5 mil km não estão em condições de serem colocados em operação

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A China anunciou sua primeira rota de trem-bala subaquático, ligando as cidades de Ningbo e ZhejiangA linha fará parte do projeto Yong-Zhou, e terá ao todo 70,92 Km de comprimento, com 16,2 Km por baixo da água. Os trens viajarão a uma velocidade de 250 Km/h, diminuindo o tempo entre as cidades.

Hoje, para viajar de Ningbo para Zhejiang, um passageiro leva 1 hora e 50 minutos. Com a nova linha, o trajeto poderá ser feito em menos de 30 minutos.

De acordo com a CNN Travel, o projeto Yong-Zhou foi mencionado pela primeira vez em 2005, em um plano de transporte do governo. Depois de uma série de revisões e discussões, o projeto foi aprovado, no mês passado, em Pequim.

As linhas passarão também por Beilun, Jintang, Dasha, Mazhao, Baiquan e outros locais. A construção deve começar no próximo ano, com um investimento de RMB 25,2 bilhões (corresponde a aproximadamente US$ 3,6 bilhões), para ser concluída em 2025.

O Yong-Zhou não foi o primeiro grande projeto anunciado pela China. Em 2012, o país inaugurou a maior linha de trem-bala do mundo, ligando Pequim à cidade de Cantão. Desde então, o país tem investido muito no transporte ferroviário.

Apenas no ano passado, foram concluídos 3.038 quilômetros de linhas de alta velocidade. E a expectativa é finalizar mais 3.500 quilômetros até o final deste ano. Até 2025, a expectativa é contar com 38 mil quilômetros de extensão.

No Brasil, ferrovias estão em desuso

Enquanto a China avança na sua malha ferroviária, no Brasil, cerca de 31% dos trilhos ferroviários  (8,6 mil quilômetros) não são utilizados, e 23% (6,5 mil quilômetros) não estão em condições de serem colocados em operação. A informação foi dada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em seu estudo "Transporte ferroviário: colocando a competitividade nos trilhos".

O mesmo acontece com as obras das rodovias - que passam por atrasos constantes. Em construção desde 1998, o Rodoanel Mário Covas conecta as dez rodovias estaduais e federais que passam pela Grande São Paulo, se tornando uma rota alternativa para caminhões. Dividida em quatro trechos, o anel rodoviário, que tem 176 km de extensão, ainda não foi concluído.

A construção de seu último trecho teve início em 2013, e deveria ter sido entregue em 2014 - porém, foi adiada para 2019. Os gastos públicos com desapropriações da obra já somam R$ 1,9 bilhão. Com os valores atualizados, apenas a obra do trecho norte do Rodoanel, que terá 44 km de extensão, custará R$ 8,9 bilhões - cerca de US$ 2,2 bilhões de dólares. De fato, o Brasil tem muito a aprender com a China.

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