“Com a StartSe, estamos tornando a Assobrav mais leve e inovadora”, diz presidente

Dado Guião participou das missões para o Vale do Silício, Israel e China - o que mudou sua forma de enxergar o futuro

“Com a StartSe, estamos tornando a Assobrav mais leve e inovadora”, diz presidente

Dado Guião participou das missões para o Vale do Silício, Israel e China - o que mudou sua forma de enxergar o futuro

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Você certamente já visitou uma concessionária de carros. Por trás de muitas delas, existe a Assobrav, a Associação Brasileira dos Distribuidores Volkswagen. À frente da instituição, está o presidente Luís Eduardo de Barros Cruz e Guião, mais conhecido como Dado, cujo Grupo Emília - com quase 115 anos de existência - detém também concessionárias de veículos das marcas Toyota e Renault em Ribeirão Preto e região. 

A Assobrav tem apenas 45 anos, mas é - naturalmente - marcada pela tradição. Porém, ela já enxergou a necessidade de se transformar. “Fomos uma das primeiras associações do setor no Brasil. Com o decorrer do tempo, passamos a buscar inovação para abrir a mente dos concessionários, já que o mundo está mudando”, explica Dado.

O presidente da Assobrav acredita que não dá para ficar parado. “As concessionárias não podem achar que não vai acontecer nada. Por mais que as coisas aconteçam primeiro na Europa, Estados Unidos ou China, precisamos ter acesso à isso antes para nos preparar”, ressalta o executivo.

De fato, nos últimos anos, o setor automotivo tem se desenvolvido muito em termos de inovação. Entre os principais avanços, por exemplo, estão a criação dos veículos autônomos e elétricos. Apenas no período entre 2013 e 2016, segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), o setor investiu R$ 21 bilhões em pesquisa e inovação.

“Por mais que o setor tenha se transformado, a venda de veículos ainda é igual há 60 anos. Por isso, eu precisava abrir minha mente, atualizar os diretores e os donos de concessionárias, mostrando novos caminhos”, explica Dado. Nesta jornada de transformação, o executivo conheceu a StartSe, e logo decidiu que precisava respirar novos ares.

Primeira parada: Vale do Silício

O primeiro lugar visitado por Dado foi o Vale do Silício. O executivo levou, junto à Abrahy (Associação Brasileira dos Concessionários da Hyundai), 100 concessionários para a Missão da StartSe, com o objetivo de apresentar aos empreendedores o maior pólo de inovação do mundo. “Diretores da montadora e executivos conseguiram materializar tudo aquilo que viam na televisão e na mídia. Acompanhamos na prática como funciona esse ecossistema”, ressalta Dado.

Isso porque o local se transformou em uma parada obrigatória para empresas do mundo todo, que passaram a fazer parte da região para acelerar o crescimento, transformar a cultura interna e estar mais próximo das startups. Ali, as principais tendências mundiais são formadas. Em outras palavras, o Vale do Silício se tornou sinônimo de inovação.  

Durante uma semana os executivos conheceram empresas do setor automotivo, tiveram contato com outros empreendedores, participaram de workshops, palestras e de uma imersão completa nas novidades do mercado. Dado, que já tinha visitado São Francisco para turismo, se impressionou com essa nova visão. “De uns anos para cá, o lugar mudou muito, e se transformou em um mundo de startups, empresas, investimentos e, acima de tudo, inovação”, ressalta o executivo. Pela definição dele o Vale é o berço de tudo.

Startup Nation

O executivo se apaixonou tanto pelo ecossistema de inovação e empreendedorismo da Califórnia que quis aprender mais sobre os outros ao redor do mundo. Por isso, teve como próxima parada a Startup Nation, ou Israel. O país ganhou esse “novo nome” depois de se tornar um dos mais influentes e maduros ecossistemas de empreendedorismo do mundo.

Israel tem menos de 9 milhões de habitantes - o que representa 0,1% da população mundial -, mas apresenta mais empresas listadas no Nasdaq, o segundo maior mercado de ações em capitalização de mercado do mundo, do que qualquer outro país, salvo Estados Unidos e China. Além disso, tem mais startups, cientistas, capital de VCs, engenheiros, patentes médicas, taxa de gasto em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e profissionais em tecnologia do que qualquer outro do mundo em termos de per capita.

Foi para lá que o executivo resolver fazer sua próxima imersão, em maio deste ano, com a Missão Israel promovida pela StartSe. “Logo na sequência do Vale, já fui para lá. Fiquei muito impressionado porque a parte educacional do país é muito forte. Tanto homens quanto mulheres já carregam uma disciplina muito grande desde pequenos”, afirma Dado. Para o executivo, essa disciplina também é levada para os negócios e empreendedorismo.

Para entender mais desse universo, Dado e outros profissionais visitaram universidades, conheceram empresas, participaram de palestras, trocaram experiências com diversos empreendedores e abriram a mente para novos insights em um local inovador. “Conhecia Israel por ser uma área religiosa, mas sinceramente não sabia da grandeza desse outro lado. Os jovens têm muito acesso à inovação, tecnologia e educação. Quando chegam às universidades, já levam uma bagagem muito grande, o que faz toda a diferença”, ressalta Dado.

Nas reuniões com startups e grandes empresas, o executivo pôde respirar o empreendedorismo da região, que tem suas particularidades. “Por ser um país pequeno e com vizinhos muito complicados, o povo de Israel precisa empreender para fora de seu país, ampliando os parceiros econômicos. Isso faz com que essas pessoas já iniciem suas jornadas de empreendedorismo com essa filosofia”, explica Dado.

Ponte aérea rumo aos chineses

Sem perder tempo, após visitar Israel, o executivo logo embarcou para a Missão China. “São ecossistemas completamente diferentes. Apesar de ter sido minha terceira visita ao país, com a StartSe eu consegui enxergar a China com outros olhos”, afirma Dado, que visitou empresas, startups e mergulhou de vez no ecossistema chinês. Segundo o executivo, a forma de pagamento do país foi algo que chamou muito sua atenção.

Isso porque, em pouco tempo, a China se tornou referência em pagamento mobile. Com o WeChat, por exemplo, o usuário pode procurar um serviço, contratá-lo e pagar direto no aplicativo - de forma rápida e muito simples. Além disso, é possível usar a câmera do celular para ler QR codes que autorizam pagamentos e ter acesso à promoções de lojas e outras funcionalidades. Tanto as grandes quanto pequenas lojas já aceitam a tecnologia. Atualmente, cerca de 60% dos pagamentos na China não usam dinheiro, e a maioria é feito por aplicativos como o WeChat.

“Além da questão do pagamento, o mercado automotivo da China também é impressionante, já que é dez vezes maior que o brasileiro. Foi uma das missões mais reveladoras para mim, já que pude ter acesso à tecnologias e novidades que futuramente chegarão ao Brasil”, explica Dado. Segundo o executivo, esse conhecimento garantiu uma grande vantagem competitiva para a Assobrav - que já está se preparando para o que vem por aí.

Outro ponto que chamou atenção do presidente da Associação foi o crescimento dos carros elétricos no país. Por conta do trânsito e pelo grande número de veículos circulando nas ruas, os motoristas de algumas das principais cidades da China precisam ter uma placa para concorrer em um sorteio e conseguir comprar um carro. Só em Pequim, por exemplo, para cada nova placa há 2.031 interessados.

Neste cenário, com o desejo de se tornar líder mundial em carros elétricos e diminuir a poluição causada pelos veículos tradicionais, o país resolveu dar preferência para aqueles que adquirirem os mais tecnológicos. Ao comprá-los, automaticamente é possível “furar” essa fila - sem participar do sorteio.

“Notei também que os empreendedores na China são mais novos, ao contrário de Israel. Além disso, o país inteiro é tecnológico - até mesmo os ônibus têm câmeras e muitas inovações. A velocidade em que eles estão crescendo é muito impressionante”, diz Dado. O empreendedor também visitou Shenzhen, que há 35 anos era uma pequena vila de pescadores e hoje se tornou a cidade mais tecnológica e inovadora da China.

Novos caminhos para uma nova Assobrav

“Uma transformação disruptiva em uma empresa tão tradicional não se faz sozinho. Se não tivermos ajuda de uma startup, uma aceleradora ou de uma ponte, como a StartSe, dificilmente conseguimos mudar”, afirma Dado. Segundo ele, a cultura interna é o que mais tem se transformado na Assobrav desde de que iniciaram essa jornada e as visitas aos países. “A cada dia tento implementar aquilo que aprendi no Vale, em Israel e na China, mas é um processo difícil, que requer tempo”, explica.

Aos poucos, a Associação já está se transformando. Um exemplo simples: até então, as reuniões eram feitas apenas pessoalmente - um dos sinais de que a Associação ainda vivia na tradicionalidade. Hoje, elas já passaram para o meio digital e são realizadas com a ajuda de ferramentas online. “Ainda não tínhamos feito reuniões por call conectando pessoas em diferentes cidades. Logo que voltamos da primeira missão isso já foi implementado”, ressalta Dado. A mudança, a princípio simples, marcou o início de uma nova jornada para a organização.

Além disso, a Assobrav criou uma diretoria de inovação focada em acelerar essas mudanças. “Já fizemos, por exemplo, um seminário sobre veículos híbridos e elétricos. O objetivo é que os concessionários se informem sobre o que está surgindo no setor e se preparem para uma mudança maior que está por vir”, explica Dado.

Segundo o executivo, o plano para o futuro próximo é adotar uma cultura ainda mais digital e decidir qual o melhor modelo de negócio para a Associação - se aproximando das startups, buscando uma aceleradora ou criando um programa interno. “A StartSe tem um papel fundamental nisso, já que começou esse movimento no Brasil. Ela foi uma das grandes responsáveis por nos apresentar esse novo mundo de tecnologia e inovação. Com a StartSe, estamos tornando a Assobrav mais leve e inovadora”, termina. 

Baixe já o aplicativo da StartSe

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