A Mutual Life levou a economia compartilhada para o setor de seguros

A startup inovou ao propor que grupos com necessidades parecidas se unissem para contribuir com um caixa, usado para reembolsar futuros prejuízos dos membros

A Mutual Life levou a economia compartilhada para o setor de seguros

A startup inovou ao propor que grupos com necessidades parecidas se unissem para contribuir com um caixa, usado para reembolsar futuros prejuízos dos membros

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Já imaginou contratar um pacote de seguros que segue a lógica de economia compartilhada? Hoje isso já é possível graças à Mutual Life, startup que adota um sistema novo para o setor. Ao invés de pagar uma apólice de seguros todo ano, um grupo de pessoas com necessidades parecidas se unem, por meio de uma plataforma, contribuem com um caixa compartilhado que será usado para reembolsar futuros prejuízos dos membros, levando em conta o perfil de cada um.

O modelo é chamado de P2P, ou person-to-person. "Estamos experimentando algo novo, levando a economia compartilhada para o setor de seguros. Existem muitos desafios nesse caminho", disse Fabrício Matos, fundador da startup, durante o Insurance Day 2018, evento promovido pela StartSe sobre o futuro do setor de seguros. 

Segundo o executivo, a proteção P2P busca mapear o sistema e diminuir as assimetrias nas relações de coberturas. "A cadeia de seguros é complexa. Estamos tentando resolver um problema de conflito de interesses entre a seguradora e os clientes", explica Matos.

Para isso, a startup busca trazer transparência e uma gestão inteligente de riscos. Com o uso de blockchain, isso se torna possível. "Estamos falando de uma tecnologia que permite que identidades sejam validadas de forma trivial. Uma série de processos começam a ser simplificados", disse Matos. Segundo ele, o blockchain traz transparência para diversos processos - como precificação -, enquanto protege os dados dos usuários.

A tecnologia também está presente nos smart contracts - contratos inteligentes e digitais, que não podem ser adulterados e que são escritos com linguagens de programação. Ao contrário de um documento tradicional, os smart contracts processam informações baseando-se nas regras estabelecidas, a partir das quais podem executar suas cláusulas de forma automática e fazer alterações se necessário. "Se trabalharmos em uma rede, todos ganham", afirmou Matos.

Para o executivo, o Brasil ainda está se adaptando à tecnologia. "Futuramente, podemos ter um protocolo global para negociação de riscos. Já existem experimentos de grandes empresas", disse. Por outro lado, startups como a Mutual Life estão testando modelos menores, com grupos que querem "se proteger" por um sistema de mutualismo. "O mundo está se tornando cada vez mais conectado. Há muito espaço para explorar soluções dentro dessa cadeia."

Foto: Eduardo Viana

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