Como a Fábrica de Startups está acelerando o empreendedorismo no Rio de Janeiro

A aceleradora portuguesa aterrissou na capital fluminense no ano passado e atua em três frentes: ideação, aceleração e cultura de inovação aberta

Como a Fábrica de Startups está acelerando o empreendedorismo no Rio de Janeiro

A aceleradora portuguesa aterrissou na capital fluminense no ano passado e atua em três frentes: ideação, aceleração e cultura de inovação aberta

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Em 2017, a aceleradora portuguesa Fábrica de Startups foi trazida ao Brasil por Hector Gusmão e Bruno Castello. Os dois brasileiros tinham sido acelerados por ela em 2015 e se apaixonaram pelo programa, se vendo diante de uma encruzilhada: levar a startup deles para Portugal ou ir para o Rio de Janeiro e disseminar a cultura empreendedora lá. Eles escolheram a segunda opção.

A Fábrica de Startups Brasil começou a agitar o ecossistema de empreendedorismo no Rio com programas que agem em três frentes: ideação, aceleração e cultura de inovação aberta. Na ideação, a aceleradora ajuda startups na fase inicial do empreendimento, quando elas estão começando a modelar o negócio. Na aceleração, os programas têm duração média de três meses, podendo ser prolongado se as startups se destacarem. Já a cultura de inovação aberta funciona como uma preparação para corporações saberem como se conectar e fazer negócios com startups.

Até agora, a Fábrica conta com 66 empreendedores, 42 startups early stage e programas de aceleração com cinco grandes empresas, sendo que esse número tende a crescer ainda mais. Em novembro, a aceleradora estreará sua nova sede no Rio de Janeiro, localizada no Aqwa Corporate, no Porto Maravilha, abrigando 130 startups, 10 corporações por ano e permitir a circulação de mais de 500 empreendedores por dia.

Acelerados pela Fábrica de Startups

Mas com tantos outros polos de inovação mais desenvolvidos no Brasil para atuar, a pergunta que fica é: por que o Rio de Janeiro?

Um ecossistema em construção

“Nas últimas três crises mundiais, especialmente no mercado norte-americano, você enxerga um número de demissões e de desemprego gigante, o que é natural, e, ao mesmo tempo, a criação de startups e a contratação de pessoas por startups sendo uma curva ascendente. A startup é um motor de retorno e retomada econômica e o Rio de Janeiro está vivendo exatamente isso”, diz Hector Gusmão, CEO da Fábrica de Startups.

De fato, onde há problemas, há soluções a serem criadas e a cidade maravilhosa parece estar em um momento de virada. Além da vinda da Fábrica de Startups, outros players, como WeWork e Spaces abriram coworkings pela cidade, e o BNDES e a Oi investiram em iniciativas de apoio a startups, começaram a agitar o ecossistema.

Segundo Gusmão, o programa do BNDES, chamado BNDES Garagem, foi uma verdadeira bomba no ecossistema: “Eu tenho recebido feedbacks seja de São Paulo, seja de Recife, que o mercado está alvoroçado para aplicar para o programa, que será realizado no Rio de Janeiro”, revela. O Programa BNDES Garagem tem dois módulos: a criação de startups, focado em empreendedores que estejam em estágio de validação, e a aceleração de startups, integrado também por empresas estabelecidas.

Desafios presentes

As dificuldades, no entanto, enfrentadas por esse ecossistema vêm tanto do ambiente público quanto privado. Segundo o Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor de 2016, o Rio de Janeiro é uma das piores cidade em questão de complexidade tributária para se empreender. Para o CEO da Fábrica de Startups, isso se deve principalmente por questões burocráticas, assim como a abertura e fechamento da empresa pela junta comercial.

Para combater esse cenário, recentemente foi encaminhado para a Câmara dos Vereadores a Lei do Porto 21, que traz diversos incentivos para se empreender na região do Porto Maravilha. Apesar disso, a lei ainda está estacionada na Câmara e sem previsão de ser aprovada.

Além disso, do ponto de vista privado, Gusmão deixa claro que ainda existe muito ego e pouca conexão entre os players, que muitas vezes não cooperam e colaboram entre si, resultando em um ecossistema fragmentado. É aqui, principalmente, que a Fábrica de Startups planeja ter uma forte atuação.

Recuperação e futuro

O esforço dela e de todos os players e empreendedores parece estar dando certo: apesar das dificuldades tributárias, o Rio de Janeiro está se erguendo aos poucos. Entre o Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor de 2016 e 2017, a cidade passou de 14º para 6º colocada. Também em 2017, a cidade ficou em 1º lugar como a mais inovadora do país.

“Eu sinceramente enxergo o Rio de Janeiro nos próximos 5 anos se destacando entre as três melhores cidades do Brasil para se empreender. (...) No momento, é preciso ajustar o ecossistema, essas questões regulamentares e o Rio de Janeiro voa nos para ser pelo menos uma das 3 melhores cidades do Brasil para se empreender com muitos negócios sendo desenvolvidos, vindo de outros lugares do país e do exterior”, afirma Gusmão.

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