Eleições 2018: conheça as propostas dos candidatos à Presidência para a Nova Economia

A StartSe reuniu as propostas dos presidenciáveis para as áreas de tecnologia, empreendedorismo e inovação

Eleições 2018: conheça as propostas dos candidatos à Presidência para a Nova Economia

A StartSe reuniu as propostas dos presidenciáveis para as áreas de tecnologia, empreendedorismo e inovação

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A tecnologia, o empreendedorismo e a inovação são forças motoras que mudam para melhor o país. Por isso, fomos pesquisar o que pensam os principais presidenciáveis sobre esses temas. Há candidatos que apresentam um maior número de propostas relacionadas as áreas de tecnologia, empreendedorismo e inovação - e outros que são sucintos, conforme mostra a reportagem abaixo. À seguir, confira as propostas de cada candidato, expressas em seu plano de governo. Recomendamos que leiam o plano de governo de cada candidato na íntegra, clicando nos links.

Jair Bolsonaro (PSL)

O plano de governo de Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL, expressa o desejo de “criar um ambiente favorável ao empreendedorismo no Brasil”. Entre suas iniciativas, Bolsonaro vê como necessidade o ensino de empreendedorismo em todas as universidades, independentemente do curso. Bolsonaro defende que as pesquisas acadêmicas deixem de depender de recursos públicos e passem a ser financiadas pela iniciativa privada, possibilitando, segundo o candidato, a criação de hubs tecnológicos.

Bolsonaro também cita o apoio às startups e scale-ups (startups que já validaram seu produto ou serviço e estão em fase de crescimento), sugerindo que as instituições privadas poderiam se aproximar delas como fonte de financiamento e conhecimento. O candidato do PSL reconhece as mudanças trazidas pela Nova Economia, afirmando que as novas demandas de mercado e as novas tecnologias “exigem uma profunda transformação das empresas e relações de trabalho”. No setor de tecnologia, o candidato sugere a utilização de educação à distância, principalmente em regiões mais longínquas, e um forte investimento em equipamentos, tecnologia e capacitação das forças policiais.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Jair Bolsonaro (PSL) aqui e acesse o plano de governo completo.

Fernando Haddad (PT)

Fernando Haddad, o candidato à Presidência pelo PT, garante que o fortalecimento do empreendedorismo e o incentivo às startups são prioridades em seu governo. A área, segundo ele, é fundamental para o desenvolvimento econômico e a retomada do crescimento do país. De modo prático, Haddad promete aumentar a oferta de crédito para as pequenas empresas e investir na capacitação dos empreendedores. O candidato promete remontar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e retomar a verba destinada a pesquisas nestas áreas; recriar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; e implementar um plano decenal de aumento dos investimentos que, até 2030, destinará 2% do PIB para pesquisa. Haddad afirma que criará o programa Brasil 100% Online, que levará Internet de alta velocidade a um preço acessível para os brasileiros sem acesso a rede.

Haddad também promete incentivar os veículos elétricos e meios de transporte não motorizados, investir na implantação de prontuários eletrônicos, teleconsulta. Para suportar todas essas inovações, o candidato pretende incluir a tecnologia dentro das escolas, introduzindo o trabalho com as linguagens digitais desde o primeiro ano do ensino fundamental.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Fernando Haddad (PT) aqui e seu plano de governo completo.

Ciro Gomes (PDT)

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, acredita no empreendedorismo como uma das formas de combater o desemprego no país, contando inclusive com as pequenas e médias empresas. Ciro cita, especialmente, as fintechs – startups que possuem soluções voltadas ao mercado financeiro. O presidenciável defende a “desregulamentação bancária” para facilitar que outros agentes, como as fintechs, ofereçam serviços financeiros, ampliando a oferta de serviços bancários a um custo mais baixo do que os oferecidos pelas instituições tradicionais. O candidato apoia a atuação dos fundos de investimento de risco como uma forma de financiar as empresas que desenvolvem novas tecnologias.

Além disso, Ciro cita a indústria como um dos mercados em que “é gerada a maioria das inovações”, reforçando a necessidade de desenvolvimento para a indústria 4.0. O candidato do PDT deseja criar um Registro Eletrônico, unificando o prontuário médico, com todo o histórico do paciente, além de implantar a “Política Nacional de Inclusão Digital” para promover a internet de banda larga para a população de baixa renda.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Ciro Gomes (PDT) aqui e seu plano de governo completo.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Alckmin afirma que “reconhecer a ciência e a tecnologia em seu valor intrínseco e como elementos essenciais do processo de desenvolvimento econômico brasileiro” está entre as diretrizes do seu plano de governo. O candidato pretende elaborar um programa nacional de difusão e disseminação de pesquisas e conhecimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), “fomentando um ecossistema de inovação, integrando universidades, empresas, fundos de investimento e governo através da regulamentação das leis referentes à CT&I”. Algumas áreas são mencionadas como prioritárias para o desenvolvimento tecnológico: agricultura de precisão, biotecnologia, energias renováveis, biocombustíveis e mudança climática, matérias-primas renováveis e processos biológicos, doenças tropicais e arboviroses, tratamentos médicos customizados, governo digital, cidades sustentáveis, exploração de petróleo, aeronáutica e equipamentos de defesa.

O candidato do PSDB também planeja adotar programas de apoio às startups no Brasil, “com foco especial naquelas que contribuam para o aumento da eficiência da administração pública”. Ele também promete incentivar o empreendedorismo em universidades públicas e privadas, facilitando a cooperação das empresas nacionais e internacionais com os grupos de pesquisa científicos e tecnológicos.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) aqui e seu plano de governo completo.

Marina Silva (REDE)

A candidata da Rede, Marina Silva, promete aumentar ao longo dos quatro anos de mandato os investimentos para pesquisa e inovação a 2% do PIB, de acordo com a meta da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Como parte dessa meta, Marina planeja recriar o Ministério da Ciência e Tecnologia, assim como estimular a economia criativa, promovendo a organização de redes, oferecendo apoio a startups, diminuindo a burocracia e ampliando o acesso à crédito. Já em relação às empresas, as principais propostas são eliminar barreiras tarifárias e não tarifárias para importação de equipamentos, materiais, insumos e serviços utilizados em pesquisa, desenvolvimento e também facilitar o acesso ao microcrédito. Marina também foca no estímulo à inovação no sistema financeiro, dando suporte às fintechs como forma de descentralizar o mercado.

A candidata da Rede planeja se aproximar de outros países e regiões estratégicas como forma de criar uma interdependência econômica tecnológica, política e cultural. O foco desse relacionamento é principalmente a América do Sul, a América do Norte, a União Europeia, os países do Leste Asiático e a África. No entanto, sub-regiões como o Vale do Silício e a Baviera, na Alemanha, ganharão atenção especial pela sua importância no mundo tecnológico.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Marina Silva (REDE) aqui e seu plano de governo completo.

João Amoedo (NOVO)

Em seu plano de governo, João Amoedo, candidato pelo partido NOVO à Presidência, descreve que o governo deve dar melhores oportunidades “para que todos os brasileiros possam trabalhar, empreender e viver cada vez melhor”. Amoedo justifica que o governo atrapalha na geração de emprego e do empreendedorismo, devido às burocracias existentes para quem quer trabalhar ou empreender. Para resolver essas questões, o candidato acredita em um Estado que privilegie a educação básica e o livre mercado, facilitando a abertura de empresas e criando um ambiente mais propício ao empreendedorismo. Amoedo afirma que pretende criar um “Estado responsável, simples, digital, ágil e moderno”.

Entre as iniciativas previstas no plano de governo, há a criação de uma identidade digital única para todos os cidadãos e a integração digital dos serviços públicos, de forma a realizar políticas públicas “mais inteligentes”, com o auxílio do uso de dados. Amoedo acredita que o uso de tecnologia pode auxiliar diversos setores no país - desde a prevenção da lavagem de dinheiro à redução definitiva do desmatamento ilegal na Amazônia Legal.

Veja a entrevista em vídeo que fizemos com o João Amoedo e leia seu plano de governo completo.

Álvaro Dias (PODEMOS)

O candidato Álvaro Dias planeja focar em 19 metas durante o seu mandato, distribuídas em três pilares: sociedade, economia e instituições. No pilar de sociedade, a principal meta é a criação de novos empregos: a promessa é de mais 10 milhões de empregos em quatro anos. Já na economia, a meta central é promover um crescimento médio de 5% a.a. através da simplificação e redução de tributos, como PIS, COFINS, IPI, CIDE, IOF, CPP e CSLL. O objetivo é realizar uma revisão dos gastos públicos por meio da reforma financeira para beneficiar o setor produtivo, com foco em micro e pequenas empresas e incentivando o investimento.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Álvaro Dias (PODEMOS) aqui e seu plano de governo completo.

Henrique Meirelles (MDB)

O candidato do MDB, Henrique Meirelles, afirma em seu plano de governo, que “o Brasil mais forte deve tornar os serviços públicos e as ações de governo mais acessíveis aos cidadãos, a partir de novas tecnologias, colocando o Governo Federal verdadeiramente no século 21”. Para isso, o candidato planeja criar um Gabinete Digital ligado diretamente ao Presidente da República. O Gabinete será responsável por criar novas soluções para os cidadãos, pensar nas ações digitais já presentes e integrar os sistemas do governo, centralizando as informações dos cidadãos. Segundo Meirelles, “a tecnologia é a grande aliada para reduzir a distância entre a prestação de serviços públicos e a população, por isso precisa ser usada como uma política de Estado, refletindo a realidade de uma parcela cada vez maior de brasileiros”.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Guilherme Boulos (PSOL) aqui e seu plano de governo completo.

Guilherme Boulos (PSOL)

Em seu programa de governo, o candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, garante um projeto que direcione o sistema de ciência, tecnologia e inovação para um modelo que atenda as carências do Brasil. De um modo geral, Boulos promete utilizar as chamadas “tecnologias habilitadoras da nova revolução industrial” para criar novas soluções. Em termos concretos, Boulos pretende, se eleito, aplicar tecnologias na mobilidade urbana, saneamento básico, recursos hídricos e sistema de saúde. O candidato também pretende dar mais autonomia ao Estado em relação ao setor de investimento, além de dar continuidade à diversas formas de financiamento à inovação – como as chamadas públicas para Venture Capital e fundos não reembolsáveis.

O candidato também pretende recriar o Ministério da Ciência, garantindo uma boa parte do orçamento da União, e elaborar um Plano Nacional de inovação. Além disso, Boulos promete oferecer internet gratuita para todos brasileiros e criar uma espécie de “Democracia 5.0”. Nela, além de ampliar a participação popular e dar mais transparência às informações do governo, seria criado um centro de pesquisa cidadã para o desenvolvimento de novas tecnologias e empoderar os cidadãos.

Leia a matéria sobre o plano de governo de Guilherme Boulos (PSOL) aqui e seu plano de governo completo.

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