Mark Zuckerberg: O que é bom para o mundo pode não ser para o Facebook

Para o cofundador da rede social, o melhor é que tudo fique dentro do “jardim murado” do Facebook, mesmo que isso vá contra os usuários e o próprio mundo

Mark Zuckerberg: O que é bom para o mundo pode não ser para o Facebook

Para o cofundador da rede social, o melhor é que tudo fique dentro do “jardim murado” do Facebook, mesmo que isso vá contra os usuários e o próprio mundo

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Mark Zuckerberg, o cofundador do Facebook, fez uma admissão que vai de encontro ao que ele anda pregando publicamente: o que é bom para o mundo não é necessariamente bom para a rede social.

A informação surgiu a partir da liberação pelo parlamento do Reino Unido de uma troca de e-mails entre Zuckerberg e sua equipe no Facebook. Os documentos, que estavam em sigilo na Califórnia, mostram um pouco do funcionamento interno da rede social.

Num dos e-mails de Zuckerberg, o cofundador do Facebook discutiu abertamente o acesso dos apps de terceiros à sua plataforma.

"Às vezes, a melhor maneira de permitir que as pessoas compartilhem alguma coisa é fazer um desenvolvedor criar um aplicativo ou uma rede para esse tipo de conteúdo e tornar o app mais social com o Facebook conectado a ele", escreveu.

Em seguida, Zuckerberg afirmou: "No entanto, isso pode ser bom para o mundo, mas não é bom para nós, a menos que as pessoas também compartilhem de volta no Facebook e que o conteúdo aumente o valor de nossa rede”.

Ou seja, para o cofundador da rede social, o melhor é que tudo fique dentro do “jardim murado” do Facebook, mesmo que isso vá contra os usuários e o próprio mundo.

A afirmação de Zuckerberg está longe da publicamente comunicada pelo Facebook, que espera tornar o mundo "mais aberto e conectado".

Amigo ou inimigo?

Os e-mails revelam também que Zuckerberg agiu deliberadamente para prejudicar o Vine, aplicativo do Twitter para compartilhamento de vídeos e que tentou utilizar um programa que se conectava com a rede social.

Em um dos e-mails, um dos diretores do Facebook sugeriu a Zuckerberg impedir o acesso do Twitter. “Beleza, vá em frente”, respondeu o cofundador do Facebook.  O final da história já é conhecido: o Instagram implantou um serviço idêntico, e o Vine foi encerrado, sem conseguir crescer e espremido pela concorrência.

Por outro lado, os e-mails também mostram que a rede social beneficiou parceiros como Airbnb e Netflix, dando acesso privilegiado aos dados coletados pelo Facebook.

Burlando o Google

Outro e-mail mostra como Facebook burlou a política de privacidade do Android, do Google, para coletar os dados dos usuários sem a permissão deles.

Os engenheiros da rede social queriam informações de todas as chamadas telefônicas e mensagens enviadas pelos usuários, mas, para isso, teriam de pedir a autorização a todos eles.

Para contornar essa situação, a equipe do Facebook achou uma brecha na política do Android e disponibilizou uma atualização que coletava apenas os dados das chamadas telefônicas, porque, nesse caso, não precisava pedir autorização dos usuários.

Zuckerberg responde

O cofundador do Facebook publicou na rede social uma mensagem, procurando “compartilhar mais algum contexto em torno das decisões que tomamos”.

“Como qualquer organização, tivemos muita discussão interna e as pessoas levantaram ideias diferentes. Por fim, decidimos por um modelo em que continuamos a fornecer gratuitamente a plataforma do desenvolvedor, e ele pode optar por comprar anúncios, se quiser. Este modelo funcionou bem”, afirmou Zuckerberg.

“Eu entendo que há um exame minucioso sobre como administramos nossos sistemas. Isso é saudável, dado o vasto número de pessoas que usam nossos serviços em todo o mundo, e é certo que somos constantemente solicitados a explicar o que fazemos”, escreveu o cofundador do Facebook.

“Mas também é importante que a vigilância sobre o que fazemos – incluindo a explicação desses documentos internos – não represente mal nossas ações ou motivos. Esta foi uma mudança importante para proteger nossa comunidade e alcançou seu objetivo”, concluiu.

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