O que o Google faz em seu laboratório de inovação?

Tem um pouco de tudo: pipas de energia, smart glasses, soluções de conectividade para áreas rurais e até carros autônomos

O que o Google faz em seu laboratório de inovação?

Tem um pouco de tudo: pipas de energia, smart glasses, soluções de conectividade para áreas rurais e até carros autônomos

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A Alphabet está sempre em busca de novas tecnologias. Para isso, criou o Google X, que mais tarde se tornou apenas X - um laboratório para a criação de soluções e projetos inovadores. Lá são testadas as mais diversas ideias para resolver problemas mundiais.

Segundo a companhia, o X é formado por um grupo de inventores e empreendedores que constroem e lançam tecnologias para melhorar a vida de milhões ou até bilhões de pessoas. “Abordamos projetos que têm a aspiração e o risco da pesquisa com a velocidade e a ambição de uma startup”, diz a Alphabet no site do laboratório.

Entre os projetos em desenvolvimento, estão os famosos carros autônomos, entregas por drones e até mesmo “balões de internet”. Conheça alguns deles:

Waymo

O projeto de carros autônomos é um dos mais famosos do laboratório X. Os veículos têm sensores, câmeras e um software projetado para detectar centenas de objetos em todas as direções. Além disso, têm um computador de bordo projetado e construído especificamente para auto-condução. O desenvolvimento da tecnologia teve início em 2009, e em 2015 os carros foram testados nas ruas de Mountain View, CA e Austin.

Em dezembro de 2016, com mais de dois milhões de milhas de experiência nas estradas, o projeto foi concluído no X e a Waymo se tornou uma empresa sólida. Em fevereiro deste ano, já eram cerca de 5 milhões de milhas rodadas. Já em novembro de 2018, a empresa iniciou a comercialização de corridas em seus carros autônomos, com testes nas cidades de Phoenix, no Arizona, Estados Unidos.

Wing

Outro projeto criado pelo laboratório é o de entregas com drones. O objetivo é reduzir o congestionamento das cidades, diminuir as emissões de poluentes e melhorar a experiência de entrega de produtos. Os drones criados pela empresa voam até 120 km/h e são totalmente elétricos.

Os clientes podem usar um aplicativo para solicitar os produtos e recebê-los em casa em poucos minutos A empresa concluiu sua estreia na Austrália, em parceria com transportadoras de alimentos, bebidas e outros itens, e está prestes a lançar o serviço na Finlândia.

Loon

O objetivo da Loon é levar o acesso à conectividade em áreas rurais por meio de uma rede de balões que viajam no espaço. Cada balão foi construído para sobreviver por mais de 100 dias em condições adversas da estratosfera. Painéis solares acoplados à eles alimentam um equipamento de transmissão de internet durante o dia e carregam a bateria para operação noturna.

Um sinal de alta velocidade é transmitido para o balão mais próximo de um dos parceiros de telecomunicação da Alphabet no solo. Depois, é enviado de volta para os usuários, que podem se conectar em seus telefones e outros dispositivos. Em 2017, a Loon fez uma parceria com a Telefonia para levar internet para pessoas no Peru e também para mais de 200 mil habitantes de Porto Rico depois do furacão Maria.

Smart Glasses

A solução busca ajudar as pessoas a trabalhar de forma mais ágil e segura. O Glass Enterprise Edition é um dispositivo wearable que permite que o usuário se concentre em suas tarefas e ao mesmo tempo se conecte à diversas informações por meio de um monitor no canto do campo de visão. Em abril de 2012 a equipe do X testou o primeiro protótipo.

Nos últimos anos, ela trabalhou para personalizar a solução de acordo com as necessidades de diferentes empresas. Hoje, funcionários de mais de 100 companhias usam o óculo para ter acesso à checklists, receber instruções em tempo real, assistir vídeos de treinamentos e outras funções.

Makani

As pipas de energia, que ainda estão em desenvolvimento, são ligadas a uma estação terrestre e podem gerar eletricidade usando aerodinâmica. Ao voar em loops conforme o vento se move, elas enviam a energia para uma corda projetada no solo. As pipas possuem computadores integrados com softwares inteligentes e sensores que guiam o processo.

Atualmente, a Makani está em contato com potenciais parceiros e especialistas do setor para entender os requisitos técnicos e econômicos para integrar a solução ao ecossistema de energia existente.

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