Vivemos um momento no Brasil e no mundo em que a discussão da transição energética já virou questão de sobrevivência. Com isso, uma nova profissão está surgindo.
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23 mai 2024
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Atualizado: 23 mai 2024
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Por João Pedro Correia Neves*
A sociedade e as relações seguem se transformando em uma velocidade muito acima do que ocorreu em toda a sua história, e isso naturalmente atinge o jeito e a forma como os seres humanos vivem.
Essa mesma velocidade traz uma quantidade de dados abissal a qual a mente humana não consegue processar, porque uma coisa são os dados e outra bem diferente são as informações úteis. Ou seja, a capacidade de conseguir fazer esse filtro e manter relações saudáveis e construtivas. Esse será um grande diferencial e gerador de riqueza sustentável.
Dentro desse contexto, o propósito (essa palavra cada vez mais mal utilizada) é o que conseguirá fazer com que o ser humano tenha foco e direcionamento.
Vivemos um momento no Brasil e no mundo em que a discussão da transição energética já virou questão de sobrevivência.
No caso particular do Brasil, existe uma questão maior que é a anacrônica relação entre custo de energia e tarifa de energia, que só a abertura de mercado poderá resolver.
É dentro desse contexto e levando em consideração os outros dois grandes mercados já disruptados no Brasil (telecomunicações e os bancos), que está nascendo a nova profissão do mercado de energia: o energy advisor ou o agente autônomo de energia.
O Energy Advisor é um especialista em auxiliar empresas e residências a reduzirem o consumo de energia e adotarem soluções renováveis. Através de análises e implementação de medidas eficientes, ele contribui para a economia de custos, diminuição do impacto ambiental e promoção da sustentabilidade.
Por sorte (ou azar), vivi desde 2003 entre os mercados de energia e telecomunicações e convivi com pessoas que estavam trabalhando justamente nesse processo de abertura no mercado dos bancos.
Tive conversas muito frutíferas e desafiadoras com meu grande amigo Maurício Benvenutti, pessoa com a qual compartilho diversos propósitos.
As semelhanças, guardada a questão dos avanços tecnológicos como já mencionado, são profundas e na maior parte delas, básicas. Podemos resumir em uma única palavra para simplificar: cliente.
Os diferentes atributos da energia, quando aliado ao conhecimento, irão acelerar como tudo.
Entretanto, é importante pontuar que o mercado de energia será um mercado de credibilidade já em médio prazo, e o caminho para que isso ocorra maximizando a entrega para os clientes é através da educação.
E dentro dessa educação, precisam estar alocados importantes recursos com o objetivo de termos uma governança adequada para proteger os clientes de aventureiros e aproveitadores que aparecem naturalmente nesses processos.
A criação dessa nova profissão já começou há alguns anos no Brasil, mas agora com a iminente abertura do mercado, a necessidade de soluções para eventos naturais extremos e a eletrificação das coisas está acelerando e abrindo uma janela de oportunidade para que essa profissão se desenvolva no Brasil.
Uma profissão que já é realidade no Estados Unidos e Canadá e tende a se desenvolver em outros países.
É muito provável que em breve tenhamos empresas como XP, Nubank, Claro, Vivo, Meta, Google só que de energia e tratando direto com os diferentes tipos de categorias de clientes. A Tesla já tenta se posicionar dessa forma.
Mais uma vez, o Brasil está em posição de destaque e pode gerar uma grande quantidade de riqueza e bem estar para os brasileiros, vamos torcer e agir para que a regulação não atrapalhe e que não esqueçamos o básico: precisamos de pessoas educadas e capacitadas para poder capturar valor desse processo.
A nova profissão do mercado de energia está aí.
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