A Allmaria nasceu para curar uma dor de mais de 100 mil marcas de vestuário que ainda permanecem analógicas. Saiba como.
olist-do-vestuario-startup-digitaliza-moda-offline. (Foto: GettyImages).
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6 min
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22 jun 2022
•
Atualizado: 19 mai 2023
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Por Juliana Irala, da CapTable Brasil.
Mais de 7 bilhões de peças de roupas são consumidas por ano no país – o que dá uma média de 30 peças por brasileiro. Somente 3% desse consumo, no entanto, é feito online, ainda que 27% da população já faça compras de outros produtos recorrentemente pela internet. E a principal razão para essa baixa porcentagem é o fato de que a maior parte das médias e pequenas marcas de moda ainda não anunciam seus produtos em ambientes digitais.
Dentro do setor da moda, há uma lacuna entre o saber produzir e vender. A grande maioria das marcas e confecções são especializadas no desenvolvimento e produção da mercadoria, mas dependem exclusivamente dos canais analógicos para vender. Não é que elas não veem a necessidade de expandir seus canais de vendas para o mercado digital, mas a grande maioria não tem conhecimento técnico, tempo, mão de obra nem capital para isso.
Para resolver essa lacuna, a Allmaria oferece uma solução completa para marcas e confecções de moda entrarem no mercado digital. Tudo acontece através da plataforma da startup. A solução inicia com a digitalização, onde a Allmaria coleta informações essenciais dos produtos, como foto, preço e estoque e as organiza em produtos digitalizados, prontos para serem publicados em canais de venda digitais. Já digitalizados, os produtos são integrados e anunciados nos principais marketplaces de varejo do país, como Dafiti, Magalu, Renner, Posthaus, entre outros.
O sistema da Allmaria é integrado com o estoque da marca, assim, a startup consegue anunciar todo o estoque e fazer o fulfillment via cross docking. Ou seja, assim que o produto é vendido, a Allmaria o coleta e envia para o consumidor final, levando uma solução completa para pequenas e médias empresas, que vai desde o cadastro até a entrega.
Atualmente, a Allmaria anuncia cerca de 20 mil SKUs de 40 marcas em 15 marketplaces, tendo atingido mais de 45 mil pedidos realizados. Em 2021, a startup apresentou um faturamento de R$ 4 milhões.
A startup trabalha com dois planos. O primeiro é o plano START, em que a Allmaria compra a mercadoria da confecção uma vez que ela já foi vendida e paga, com um markup médio de 2.2, e fica com a responsabilidade fiscal da venda do produto para o consumidor final, além de toda operação e custos, como pagamento da comissão dos marketplaces e a logística.
Funciona da seguinte maneira: se a confecção vende uma peça por R$100 no atacado, a Allmaria anuncia e vende por R$220 nos canais. Uma vez que a peça é vendida, a startup compra da confecção por R$100 e fatura, logo em seguida, por R$220.
O segundo é o plano STANDARD, que segue a mesma operação do plano START, mas sem a responsabilidade fiscal. Nesse plano, a Allmaria não atua como um revendedor, mas um prestador de serviço. A marca fica com a responsabilidade fiscal com o consumidor final, e a Allmaria cobra uma variável pelo serviço prestado, que vai desde o cadastro até a entrega. Essa variável pode chegar até 30% da venda.
O mercado atual está focado em soluções de vendas, como hub de integração, marketplaces e plataformas de e-commerce. Mas ainda há uma grande parte de pequenas e médias empresas que não conseguem usar essas soluções por ainda viverem no mundo analógico.
Nisso, a Allmaria leva uma solução de transformação digital para essas PMEs, uma vez que digitaliza suas marcas e trabalha em parceria com as soluções de hub e marketplaces disponíveis já no mercado. Dessa maneira, a startup não se posiciona como concorrentes desses players, mas sim parceiros para que o mercado digital venda cada vez mais.
Para que possa crescer, a Allmaria está em busca de sócios através da CapTable, plataforma de investimentos da StartSe. Com a captação, a startup pretende ganhar tração e, ainda em 2022, atingir o break even. Além disso, a Allmaria tem em seu roadmap entrar no mercado de calçados e de beleza, que, juntos, totalizam um mercado total de R$ 393 bilhões. Confira todos os detalhes.
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Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
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