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Tarifaço do Trump: até que ficou barato

Nova política tarifária de Trump redefine relações comerciais e pode abrir caminhos estratégicos para o Brasil.

Tarifaço do Trump: até que ficou barato

Foto: Pexels

, redator(a) da StartSe

4 min

3 abr 2025

Atualizado: 3 abr 2025

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A nova ofensiva protecionista de Donald Trump coloca o Brasil em uma posição estratégica no xadrez do comércio global. Com a imposição de uma tarifa de 10% sobre todas as importações para os Estados Unidos, a medida representa um divisor de águas nas relações comerciais internacionais e traz impactos diretos para o mercado brasileiro.

O Brasil no novo tabuleiro global

Diferente de economias que foram duramente atingidas pela medida, como China, Japão e União Europeia, o Brasil foi enquadrado na tarifa mínima de 10%, um alívio parcial frente à expectativa de um impacto maior. Isso significa que os produtos brasileiros continuam competitivos no mercado norte-americano, ainda que com custos adicionais.

Setores como o de semimanufaturados de ferro e aço, aeronáutico, materiais de construção e celulose devem sentir os efeitos da nova tarifa, enquanto commodities como soja e minério de ferro, que possuem maior demanda global, tendem a ser menos impactadas.

A reação do Brasil

O governo brasileiro lamentou a decisão, mas ainda não indicou medidas de retaliação. Como o mercado entende, de um modo geral, que ficou barato, é muito provável que não haja nenhum tipo de reação ou medida como forma de resposta.

Em comunicado oficial, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE) destacaram que todas as possibilidades estão sendo avaliadas, incluindo ações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Vale lembrar que, apesar do aumento generalizado das tarifas, produtos como aço e alumínio já vinham sendo taxados em 25% desde 2018, o que minimiza o impacto adicional para esses setores específicos.

Impactos para a economia global

O mercado financeiro reagiu com turbulência. As bolsas europeias abriram em queda, refletindo a incerteza sobre os próximos passos das principais economias mundiais. O receio de uma escalada protecionista e consequente guerra comercial paira sobre as relações globais, aumentando o risco de desaceleração econômica.

Para os Estados Unidos, a estratégia pode trazer consequências adversas. Economistas alertam que a imposição generalizada de tarifas poderá elevar os preços internos, pressionando a inflação e reduzindo a competitividade de empresas norte-americanas que dependem de insumos importados.

O que esperar daqui para frente?

No Brasil, o empresariado observa atentamente os desdobramentos da política tarifária de Trump. A depender das próximas ações do governo brasileiro e da resposta de outros países, novas oportunidades e desafios podem surgir para o setor exportador.

Enquanto a Europa e a Ásia avaliam retaliações, o Brasil pode ter uma chance de ampliar sua presença no mercado americano, desde que consiga demonstrar resiliência e negociar vantagens competitivas. 

Em tempos de incerteza, estar na lista de menor taxação pode ser uma vitória disfarçada.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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