Disney e Netflix estão entre as empresas que a Apple pode comprar em 2018

A Apple possui mais de US$ 200 bilhões a ser repatriado e a quantia deverá ser utilizada para a aquisição de outras empresas

Disney e Netflix estão entre as empresas que a Apple pode comprar em 2018

A Apple possui mais de US$ 200 bilhões a ser repatriado e a quantia deverá ser utilizada para a aquisição de outras empresas

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Desde 2016, a Apple está se preparando para repatriar o dinheiro que possui fora dos Estados Unidos - e que não levava para a sede por conta dos enormes impostos nessa operação. E, no final de 2017, o governo americano diminuiu o imposto de repatriação de 35% para 15,5%. A notícia permitirá que a Apple traga para terras americanas mais de US$ 200 bilhões e possa gastar dentro do país - permitindo aquisições sem precedentes. Mas o que a empresa fará com esse dinheiro?

Devido ao alto valor e histórico de compra de outras empresas – como a Beats, por US$ 3 bilhões -, analistas acreditam que a Apple usará o dinheiro para comprar companhias. Em maio, analistas da Citi afirmaram que há 40% de probabilidade que a Apple compre a Netflix. Em segundo lugar na hierarquia da aquisição, estava a Disney com 25% de chance.

Os rumores ficaram ainda maiores quando Tim Cook, CEO da empresa, afirmou no ano passado que “não há um tamanho de empresa que não compremos, baseado apenas no tamanho. O que importa é o valor estratégico dela”. E qual é o valor estratégico que essas empresas trariam à Apple?

Netflix

A compra da Netflix pela Apple traria mais de 115 milhões de assinantes de streaming em todo o mundo, mas represente só de 5 à 10% o preço das ações da empresa. E, apesar de ter surgido com o catálogo de obras de terceiros, a Netflix está cada vez mais produzindo seu próprio conteúdo.

A Apple ainda não possui uma área para vídeos por streaming ou inscrição por vídeo, apesar de ter contratado um time de funcionários para produzirem séries e filmes originais. Isso significa que a Apple está escolhendo seguir por esse caminho e poderá aprender e conquistar a concorrência comprando o maior serviço de streaming em vídeos do mundo.

Disney

A compra da Disney pela Apple traria diferentes ativos para a empresa, como filmes, séries, produtos de propaganda, parques de diversão e hotéis. Mas a Apple teria que desembolsar cerca de US$ 262 bilhões em uma empresa que tem 195 mil funcionários – muito mais do que os 116 mil que possui.

As duas empresas atualmente trabalham em conjunto: o CEO da Disney, Robert Iger, possui uma cadeira no conselho da Apple, enquanto Laurene Powell Jobs, executiva e viúva de Steve Jobs, já foi a maior acionista da Disney - que comprou a Pixar, outra empresa de Jobs.

Outras possibilidades

Os analistas da Citi também mencionaram outras empresas, como a Activision Blizzard, Eletronic Arts, Hulu e até a Tesla – sim, a empresa de Elon Musk de carros autônomos e elétricos.

O interesse da Apple em carros autônomos não é de hoje, já que a empresa contratou mais de mil engenheiros para trabalhar na criação de seu próprio veículo. Entre os engenheiros, estavam colaboradores da Tesla, mas o projeto foi descontinuado em agosto de 2017. Esse movimento gerou um mal-estar entre a Apple e a Tesla, tornando improvável a aquisição da empresa de Musk.

E, apesar da citação de empresas de games como a Blizzard e Eletronic Arts, é improvável que a aquisição aconteça pois a Apple expressou pouco interesse nesse segmento até hoje. Atualmente, a empresa já lucra em 30% com a venda dos jogos que estão na App Store. Para serem adquiridas pela Apple, essas empresas deverão trazer tecnologias mais inovadoras.

O que nos leva a falar de realidade aumentada e virtual. A empresa ainda não entrou definitivamente nesses campos, trazendo suporte à realidade virtual apenas recentemente no no macOS High Sierra. E, segundo rumores, a Apple já pode ter adquirido uma startup de realidade aumentada no ano passado.

Comprar empresas que fornecem as baterias e outras manufaturas também parece improvável, pois é mais interessante para a Apple lidar com preços competitivos do que cuidar de mais uma divisão na companhia.

A Apple já tomou o primeiro passo revolucionando os celulares com o lançamento do iPhone, contribuindo com o desenvolvimento da Nova Economia. Agora, seja qual for a aquisição feita pela empresa, servirá para fortalecer sua presença no mercado e continuar na mesma direção.

Para saber como a Nova Economia impactará nossas vidas ainda em 2018, participe do evento 2018 – A Revolução da Nova Economia.

(Via Venture Beat)

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