Biologia sintética não é mais apenas um brinquedo acadêmico

Tecnologia que tem a capacidade de criar organismos para fazer algo que eles não fariam, fará parte do nosso cotidiano e nem perceberemos!

Biologia sintética não é mais apenas um brinquedo acadêmico

Tecnologia que tem a capacidade de criar organismos para fazer algo que eles não fariam, fará parte do nosso cotidiano e nem perceberemos!

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Organismos microscópicos, desenvolvidos para produzir um material diferente, poderão fazer parte do nosso cotidiano – e nós não vamos nem notar. Apesar de haver debates sobre a definição, a biologia sintética básica é a capacidade de criar organismos para fazer algo que eles não fariam na natureza.

Ela é baseada na ideia de que agora podemos programar células para fazer o que queremos que elas façam. Dessa forma, a biologia sintética é como um código binário de computador, com a exceção de que em vez de 1s e 0s, é A, T, C, e G, os blocos de construção que compõem o DNA.

Isso vem chamando a atenção do mercado de alguns anos para cá. A prova disso é que a Andreessen Horowitz, uma das firmas de VC mais importantes do Vale, lançou um fundo de US$ 450 milhões focado em biotecnologia e Ginkgo Bioworks, startup que cria micróbios para a produção de fragrâncias e medicamentos, que captou no ano passado US$ 275 milhões e chagou a valer US$ 1,3 bilhão.

Para o CEO da Ginkgo Bioworks, Jason Kelly, se você consegue ler e escrever o código, você está programando e isso é uma outra forma de código digital. Nas últimas duas décadas, cientistas descobriram como usar a engenharia genética para produzir algo que eles não podem ter de outra forma. Com isso, a biologia sintética terá grande impacto ao redor do mundo e com grande alcance.

Um dos impactos desta nova tecnologia está no projeto da Synthetic Genomics, que busca novos métodos para programar células para que elas produzam anticorpos monoclonais de forma mais simples do que as utilizadas atualmente. Caso tenham sucesso, o método irá ajudar no controle de tratamentos, além de deixá-los mais acessíveis e fáceis.

O baixo custo da reengenharia de micróbios permite que a tecnologia seja usada para além de medicamentos, como em produtos do cotidiano. Um exemplo disso é uma companhia que usa esse tipo de engenharia para fabricar gravatas de seda. “Não é mais um brinquedo acadêmico”, aponta o CEO da Synthetic Genomics, Oliver Fetzer.

"A biologia sintética está nos dando a capacidade de modificar e mudar a maneira como interagimos, adicionando eficiência e novas capacidades", completa Tim Lu, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que administra o Grupo de Biologia Sintética.

A biologia sintética causará um impacto gigantesco nas pessoas, na indústria e nas políticas públicas de saúde. Saiba mais sobre a revolução que o setor está passando baixando este e-book.

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