Confira o que rolou na 64ª edição do Café com Empreendedoras de São Paulo

Além de palestras com personalidades importantes do empreendedorismo feminino, o evento contou com mentorias individuais

Confira o que rolou na 64ª edição do Café com Empreendedoras de São Paulo

Além de palestras com personalidades importantes do empreendedorismo feminino, o evento contou com mentorias individuais

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A 64º edição do Café com Empreendedoras de São Paulo, um evento realizado pela Rede Mulher Empreendedora, aconteceu nesta quinta-feira (29) no Teatro da FECAP. A RME, a primeira plataforma de fomento ao empreendedorismo feminino do país, tem como objetivo empoderar mulheres empreendedoras, garantindo sua independência financeira e de decisão em todos os aspectos da vida.

A Rede foi idealizada por Ana Lúcia Fontes durante o Programa 10 mil Mulheres da FGV. “Fui uma das 35 selecionadas e, claro, fiquei muito feliz por isso. Mas eu comecei a pensar naquelas 95 que não foram e em uma forma de ajudá-las”, diz Ana.  A solução foi um blog, no qual Ana respondia dúvidas a partir do que aprendia no curso e ajudava mulheres que compartilhavam dos mesmos medos que os dela. O espaço foi evoluindo e, em 2017, foi fundado o Instituto Rede Mulher Empreendedora, a vertente social da RME que trabalha com mulheres em situação de vulnerabilidade.

Inclusão pelo Empreendedorismo

No primeiro painel do evento, com mediação da Dilma Souza Campos, Maite Schneider, Mirela Goi e Patrícia Santos compartilharam suas histórias, debateram sobre a importância da diversidade no empreendedorismo e discutiram sobre as diferenças entre o mundo corporativo e empreendedor.

Apesar da população negra corresponder a 54% da população brasileira, apenas 5% ocupam cargos executivos. Para lutar contra esse número e promover a presença dos negros no mercado de trabalho, Patrícia Santos fundou a EmpregueAfro - uma consultoria de Recursos Humanos focada na Diversidade Étnico-Racial.

Quando questionada sobre as diferenças entre o empreendedorismo e as empresas, Patrícia é enfática: nenhum mundo é ideal. “No empreendedorismo eu trabalho mais, ganho mesmo e tenho vários chefes – que são os clientes. Não existe um ideal em nenhum dos mundos, mas cabe a cada um pesar o que deseja”, diz.

Para Mirela Goi, fundadora do Ma Sweet Cases Forminhas, o mundo corporativo não funcionou. “A minha deficiência não era um problema limitante, mas o preconceito me atingiu. Eu estava perdendo o tempo lá porque eu não conseguia passar de um determinado estágio. Então, eu parti para o empreendedorismo”, conta.

Para Maite Schneider, fundadora do TRANSEMPREGOS, da Associação Brasileira de Transgêneros e do Portal CASADAMAITE, o mundo do empreendedorismo não é tão diferente do corporativo. “Medo vai ter sempre e segurança não vai te nunca – mesmo no mundo corporativo existe riscos. O empreendedorismo, apesar de ralado, faz você ter um poder maior sobre suas ações e faz os “nãos” desaparecem”, diz.

Investimento para pequenos negócios

Fernanda da Lima, cofundadora do Portal InfoMoney e CEO da GRADUAL Investimentos, está há quase 30 anos no mercado financeiro e hoje atua como mentora das empreendedoras nas questões de planejamento financeiro. De acordo com a especialista, a independência das mulheres só será alcançada quando houver educação financeira. “Quase 15% do gasto das empreendedoras são destinados para o pagamento de dívidas de pessoas físicas. O grande erro das empreendedoras é misturar a pessoa física com a jurídica”, diz.

Para Fernanda, o endividamento nas empresas só é bom se a pessoa utiliza o dinheiro para adiantar recebíveis, investir organizadamente em equipamentos, pessoas e infraestrutura, ou trocar uma dívida de juros altos por um com juros baixos. “Só é ruim se a pessoa busca comprar itens pessoas ou até mesmo objetos para a empresa sem planejamento”, conta.

De acordo com a especialista, existem diversas formas de levantar capital de longo prazo. “As incubadoras servem para quando a startup está em fase de ideia, diferente das aceleradoras que são mais indicadas para produtos em estágio de MVP. Já os investidores-anjo entram, em conjunto com as aceleradoras, na fase de Seed. Agora, quando a startup já está crescendo ela pode até receber investimentos de Venture Capital”, explica.

Pensando em fomentar o empreendedorismo feminino, surgiu o primeiro fundo voltado para empresas lideradas por mulheres, o W55. Segundo Fernanda, a iniciativa está em busca de startups brasileiras com alto potencial de crescimento para um programa de aceleração gratuito – as inscrições são até 22 de abril. O programa oferecerá mentorias individuais, jurídicas e coletivas, acompanhamento do modelo de negócio, espaço de coworking e até um Demo Day com investidores.

Case WonderSize

Após a palestra sobre educação financeira, foi a vez da startup WonderSize. A WonderSize nasceu da dificuldade de Amanda Momente em encontrar roupas confortáveis para ir à academia. “Eu comecei a perceber que a minha dor era igual a de muitas outras mulheres. A indústria da moda decidiu que gordo não pode se vestir bem, mas isso não é verdade. Nós queremos usar roupas que nos dê conforto e que não fiquem transparente”, conta.

De acordo com Marioli Oliveira,  esse é o grande propósito da marca. “Além de proporcionar conforto, estilo e mobilidade independentemente do peso, a WonderSize permite que elas façam parte de um mundo onde a única transparência é a sua personalidade”, diz.

Além disso, as criações da marcam possuem o nome de mulheres que mudaram o rumo da história, como Top Phelps, Legging Joana Dark e Hotch Keller.

Liderança Feminina

De acordo com Priscilla de Sá, última palestrante do evento, liderança é assumir o controle para fazer o que ama com seus talentos, ganhar o suficiente para ser independente, relacionar-se com pessoas que admira e, por fim, ainda ter energia para usufruir de tudo.

“Atualmente, a maioria das mulheres empreendedoras estão atoladas em dívidas, são escravas dos seus próprios negócios e, muitas vezes, solitárias. Além disso 67% das brasileiras estão estressadas.”, diz. Segundo ela, esses problemas acontecem devido a falta de informação, orientação e até apoio.

Para resolver esses problemas e se tornar uma líder assertiva, de acordo com Priscilla, é necessário pensar estrategicamente, influenciar o contexto a qual está inserida, ter e apoiar uma causa, e fazer parte de uma tribo. “Esses são os quatro comportamentos de uma protagonista. As mulheres, mais do que nunca, precisam escolher os rótulos que irão manter e separar dos que irão ser ignorados”, conta.

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