Entenda o governo chinês e como ele é determinante para a nova economia

É impossível entender a Nova China sem entender o seu governo

Entenda o governo chinês e como ele é determinante para a nova economia

É impossível entender a Nova China sem entender o seu governo

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China possui mais de 1.3 bilhão de habitantes – cerca de 20% da população mundial. A China já possui a segunda maior economia do mundo e especialista estimam que é uma questão de tempo até passar o EUA e tornar-se a maior economia do mundo.  Já é um consenso mundial que a China, juntamente com os Estados Unidos, é a grande potência mundial na nova economia digital. Isso se deve, em grande parte, pelo seu governo.

O governo chinês atua de maneira agressiva e estratégica para posicionar a China na liderança mundial em tecnologia de ponta até 2030, especialmente em AI (artificial intelligence). Se a China se atrasou para a Revolução Industrial parece que não quer se atrasar para a "Revolução da Inteligência Artificial". O governo chinês incluiu o livro “Fundamentals of Artificial Intelligence” como currículo em 40 high schools (escolas de ensino médio). O livro tem 9 capítulos e no primeiro começa contando a história de um jovem chamado Ming Ming que todo dia acorda com a voz da sua assistente virtual (Alexa-like), toma seu café da manhã preparada por um robô cozinheiro (Moley-like) e anda na cidade com seu carro autônomo (Byton-like).  O esforço de fato compensa; a China já é o país com mais unicórnios (startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais) no mundo, apenas atrás dos EUA. Enquanto o Brasil tem apenas 2 unicórnios (99 e Nubank), a China tem 152! Quem quer construir negócios globais não pode ignorar a China.

Se você quer entender mais sobre essa economia, confira abaixo algumas notícias recentes essenciais para sobre a nova economia chinesa. Estes temas foram preparados por Rui Cavendish, investment banker baseado em Xangai.

Xi Jinping confirmado como o próximo presidente da China (de novo)

É impossível entender a Nova China sem entender o seu governo. Após a decisão tomada pelas instituições políticas em Pequim em outubro passado, Xi Jinping foi confirmado no início deste mês como o novo presidente da China – mais uma vez. Mais do que isso, o presidente Xi também tomou medidas para solidificar-se no poder, tirando o limite de tempo de seu mandato, abrindo o caminho para permanecer no poder por toda a vida. Esta é a primeira vez desde o período de Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China, que este limite é retirado.

Ao mesmo tempo, não é a primeira vez que Xi Jinping segue os passos de Tsé-Tung, revelando uma possível tendência do governo. Desde outubro do ano passado, o Presidente Xi adicionou alguns “primeiros desde Mao Tsé-Tung” à lista, incluindo: primeiro presidente vivo desde Mao a adicionar um capítulo à constituição, primeiro presidente desde Mao que foi nomeado Líder Supremo das Forças Armadas, entre outros.

O que isso significa para investimento chinês no exterior?

Desde 2017, quando a China teve o ano mais lento de fusões e aquisições no exterior em mais de uma década, muitas novas restrições foram postas em prática em relação a quais empresas podem ser adquiridas no exterior e quais empresas chinesas podem fazê-lo. A Bloomberg lançou um detalhado mapeamento dos investimentos Chineses na Europa, vale a pena conferir!

Estatais mais fortes e a consolidação de novos setores

Depois de derrubar três candidatos a grandes conglomerados - Fosun, HNA e Wanda, estamos testemunhando o surgimento de estatais cada vez mais fortes, incluindo State Grid, CNPC, Sinopec e ICBC.

Além disso, Tencent e Alibaba, cujos co-fundadores também ocupam altos cargos na hierarquia política da China, estão em um acelerado processo de consolidação, tendo completado cerca de 300 aquisições em 2017. Diversos setores estão sendo consolidados sob esses dois gigantes, incluindo lojas de conveniência, bike sharing (Mobike - Tencent, Ofo - Alibaba), fintech (Alipay / Ant Financial - Alibaba, WePay - Tencent), delivery de comida (Alibaba - Eleme, Tencent –Meituan-Dianping).

PMEs e empresas privadas voltadas para o mercado doméstico

Com exceção dos “500 pound gorillas” que a China está criando, a maioria das PMEs e empresas privadas chinesas terão que se contentar com o mercado interno para investimentos e fusões e aquisições. As restrições de controle de capital apresentarão sérios desafios para as PMEs se internacionalizarem, e a única maneira de ter exposição a outros países continuará sendo ou vender diretamente ou fazer lances para novos contratos.

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