Coinovação: a alma do negócio

Em busca de se aproximar do ecossistema de inovação, a startup Direct.One passou a fazer parte do inovaBra habitat e encontrou prospects e fornecedores

Coinovação: a alma do negócio

Em busca de se aproximar do ecossistema de inovação, a startup Direct.One passou a fazer parte do inovaBra habitat e encontrou prospects e fornecedores

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Fundada em 2012, a Direct.One cresceu rápido com a venda de soluções que facilitam o trânsito de documentos entre grandes empresas e seus clientes. Tudo feito de forma digital. Por meio de plataforma em nuvem e comunicação multicanal, a empresa coordena o envio de contratos de compra e apólices de seguro, entre outros documentos. “90% dos nossos clientes oferecem serviços financeiros”, afirma Fernando Wosniak Steler, CEO da Direct.One, que deve faturar R$ 20 milhões este ano.

A gestão inteligente de grandes volumes de informação, conhecida como Big Data, abriu as portas para que a startup fosse selecionada para integrar o inovaBra habitat, espaço de coinovação do Bradesco que tem essa tecnologia como um de seus eixos estratégicos.

Em dois meses neste espaço, a Direct.One se aproximou de potenciais clientes e provocou a imersão de sua equipe em conceitos fundamentais ao ecossistema de inovação.

A seguir, Steler e Alexandre Karnakis Bazzi, CRO (Chief of Revenue Officer), falam sobre a experiência deles no inovaBra habitat.

O que trouxe a Direct.One para o habitat?

FWS: A gente estava sediado em um escritório comercial, um lugar legal até, mas se sentia isolado como empresa de inovação. Ao mudar para o inovaBra habitat, passamos a vivenciar um conceito de que eu gosto muito e que se chama “colisão criativa”. Aqui, a gente abre a porta do elevador e encontra um possível parceiro, depois senta para discutir o assunto e vai desenhar um projeto na lousa. Isso não era possível quando estávamos fechados no escritório. Aqui, começaram a acontecer coisas muito interessantes.

Que tipo de coisas?

AKB: No inovaBra habitat também estão as corporações. A Microsoft, nosso principal fornecedor de serviços na nuvem com o Azure, por exemplo, também está aqui. Quando precisamos falar com alguém da equipe deles, as pessoas estão aqui ao lado. O mesmo ocorre quando fazemos eventos com eles, o que acontece com alguma frequência -- precisamos só subir alguns andares para encontrá-los. Coisa que a gente não tinha no outro prédio.

FWS: Algumas big corps que estão aqui são prospects nossos -- a Algar Telecom e a Elo, por exemplo. Vejo esses caras de duas formas: como potencial fornecedor ou potencial cliente. A Microsoft é fornecedora dos serviços de nuvem. As outras podem ser prospects. Quando vemos potenciais clientes, logo nos aproximamos para fazer um pitch.

Pode citar um episódio?

AKB: Há um mês estávamos tentando falar com a Algar, daí um dia tivemos aqui um evento em que estava o CEO da empresa. No fim estávamos lá, no espaço de convivência do nosso andar, com o pessoal dele. Em que outra situação teríamos uma oportunidade como essa? Ah, tudo isso sem marcar antes.

O que mais há de atrativo no espaço?

AKB: O inovaBra habitat gera muita interação entre as pessoas. Esses encontros acontecem nos eventos, happy hours e nos demais momentos de convivência, o que muda o mindset do funcionário que vem para cá. Vejo que os funcionários que estão aqui puderam entender que existe de fato um ecossistema de startups e que o futuro virá daí. O nosso pessoal que vai ao happy hour às sextas-feiras tem voltado com outro tipo de papo.

Como assim?

AKB: A inovação não pode estar restrita ao primeiro escalão -- a empresa toda tem de respirar e viver isso, pois só assim haverá a chance de surgirem ideias novas. Eu tenho a possibilidade de pagar do meu bolso por alguns eventos de blockchain, IA, desenvolvimento ágil etc., mas temos lá alguns funcionários que não têm esse recurso. No inovaBra habitat eles podem assistir a eventos sobre esses temas e conversar com pessoas de outras startups. É uma semente que gera contato com as outras empresas e, consequentemente, abre a cabeça para novos modelos de negócios.

Como veem essas iniciativas junto ao ecossistema?

FWS: O Bradesco é um grande incentivador. Eu percebo aqui algo que é raro numa corporação: a iniciativa é de fato sincera. O habitat não é a ação de uma empresa com muito dinheiro que decidiu investir para encher um prédio de gente para depois falar ao mercado que é inovadora. Quando eu falo que o que existe aqui é sincero eu penso no fato de que toda hora eu vejo os executivos do banco circulando por aqui, sem gravata! , somos vistos de uma forma diferente por estarmos no inovaBra habitat. Outro ponto importante é que, no nosso contrato com o ihabitat, há um incentivo para fazermos provas de conceito. Além disso, todas as startups que estão aqui passaram por um processo seletivo, portanto obviamente existe algum interesse do Bradesco em nos manter aqui.

Vocês só trouxeram parte da equipe de início. Como foi isso?

FWS: Eu fiz questão de trazer primeiro os caras de comunicação, vendas e negócios. Aos poucos, iremos trazer uma galera de inovação para fechar um núcleo aqui. Essa é a pegada desde que chegamos, há dois meses.

Quais são os planos da empresa para este ano?

FWS: No último trimestre, crescemos 70% em comparação com o mesmo período de 2017. A nossa meta para este ano é dobrar de tamanho. Entre os nossos clientes, todos têm faturamento na casa do bilhão. Ao colocar o cliente no portfólio, eu sei que o tíquete médio será muito alto porque o volume de dados que ele trafega também é muito alto. Isso é o que traz esse crescimento e deve garantir uma receita de R$ 20 milhões.

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