Conheça dicas de como selecionar a aceleradora mais adequada para sua startup

Mentoria com profissionais especializados e estrutura que dê suporte à equipe estão entre os principais fatores que fazem a diferença para os empreendedores

Conheça dicas de como selecionar a aceleradora mais adequada para sua startup

Mentoria com profissionais especializados e estrutura que dê suporte à equipe estão entre os principais fatores que fazem a diferença para os empreendedores

0
shares

Com a expansão do número de startups no Brasil, o mercado de aceleradoras também tem crescido – segundo o Centro de Estudos de Private Equity da Fundação Getulio Vargas (GVCepe), são aproximadamente 40 aceleradoras em atividade no país. Isso exige que os empreendedores saibam selecionar o programa de aceleração mais adequado, para que de fato consigam atingir bons resultados.

A Oxigênio, empresa criada pela Porto Seguro, é uma das aceleradoras atuantes no mercado e completou, em setembro de 2017, dois anos de operação. Com uma média de 1.000 inscritos para cada programa, a empresa já apoiou 24 startups até o 4º ciclo e, prevê o início do 5º para fevereiro deste ano. Italo Flammia, diretor da Oxigênio, dá dicas do que deve ser considerado pelos empreendedores ao escolher um programa de aceleração:

1. Espaço físico e possibilidades de realizar testes

“A primeira coisa, é entender se a aceleradora em questão tem uma infraestrutura preparada para receber as startups e suas equipes, já que muitas dessas novas empresas ainda não possuem um espaço físico para se manterem alocadas. Este espaço também deve ajudar o desenvolvimento da startup permitindo testes e criação de protótipos, principalmente para aquelas startups que ainda estão de fato começando”, diz Italo.

Alexandre Abu-Jamra, co-fundador da Klooks, plataforma de big data especializada na aplicação de inteligência financeira para atividades de análise e prospecção, encontrou junto à Oxigênio uma forma de dar escala à sua empresa. “Atuamos em um mercado bastante nichado e precisávamos atingir o cliente final para conseguir crescer”, conta Alexandre. Hoje, a empresa está trabalhando em cinco projetos-piloto com a Porto Seguro que, se validados, passarão a fazer parte do portfólio da Klooks.

2. Avaliação baseada em expertise

Segundo Flammia, outro fator que faz a diferença para as empresas iniciantes é uma avaliação feita por profissionais experientes sobre seu modelo de negócio e mercado de atuação. “É importante entender de que forma a aceleradora irá ajudar o negócio. Não faz sentido entrar em um programa que não tem expertise no mercado de atuação da startup para compartilhar”, comenta o diretor da aceleradora. Um dos pré-requisitos para a inscrição de startups no programa de aceleração da Oxigênio é que o negócio seja relacionado a alguma das áreas de atuação do grupo Porto Seguro, composto por mais de 25 empresas.

O fundador da Confere, plataforma automatizada para gerenciamento e controle de vendas com cartão de crédito, Guilherme Pessoa, entendeu a sinergia de sua solução com a Porto Seguro ao procurar pela aceleradora mais adequada: “a Oxigênio foi a única considerada”, conta ele.

3. Acompanhamento próximo e network

Como o papel da aceleradora é impulsionar o crescimento da startup, Italo reforça que facilitar o acesso a investidores e possíveis clientes faz parte do processo de aceleração.

A Psicologia Viva, marketplace que aproxima psicólogos e pacientes através da videoconferência, também participou do programa da Oxigênio. O CEO, Justino Paulo, destaca: “o envolvimento da alta gestão da Porto Seguro é um divisor de águas durante o processo. Além disso, por meio da companhia, temos acesso a outras grandes empresas”. Quesitos também reforçados pelo CEO da Btime, plataforma de gestão inteligente de equipes externas: “as mentorias, a abertura das pessoas e disponibilidade dos colaboradores e gestores da Porto Seguro de nos ouvirem foram os principais pontos positivos durante a aceleração. Por meio da companhia estamos tendo acesso a outros grandes possíveis clientes”, avalia Bruno D Attilio.

A startup Clic Corretores, do CEO Luís Felipe Evers, também reforça: “o contato com a Porto Seguro foi fundamental para nos ajudar a modelar o produto que oferecemos. Interagimos com diversas áreas da companhia e passamos por uma mentoria bastante próxima, além dos eventos que a aceleradora promove e que nos permitiu fazer um network muito bom”, conta Luís. A plataforma auxilia Corretores por meio de automação e inteligência de negócio, para aumento de eficiência, melhora de resultados e redução de custos.

4. Menos exigência e mais oportunidade

Entre as dicas de Flammia, também está a seleção de um programa que vise o desenvolvimento da startup sem engessá-la. “Algumas aceleradoras exigem um contrato de exclusividade com a empresa ou grandes fatias de participação societária, o que pode atrasar ou até mesmo impedir o crescimento da startup. É importante avaliar bem quais são as exigências dos programas”, pontua Italo.

Baixe já o aplicativo da StartSe

App StorePlay Store

Assine nossa newsletter

switch-check
switch-x
Nova Economia
switch-check
switch-x
Empreendedores
switch-check
switch-x
Startups
switch-check
switch-x
Ecossistema
Mais em Startups