Empreender é não desistir dos seus sonhos!

Por Vera Kopp, CEO da Incast

Empreender é não desistir dos seus sonhos!

Por Vera Kopp, CEO da Incast

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Por Vera Kopp, CEO da Incast

Comecei a empreender aos 13 anos.  Minha mãe tinha uma pequena sorveteria em Londrina e eu ajudava a administrar o negócio após o horário da escola. Com a renda da sorveteria fui até o Paraguai para comprar minha primeira bicicleta. Anos depois fui me aventurar na Califórnia, e com as economias de um ano de trabalho como babá e garçonete resolvi estudar um semestre na Universidade da Califórnia, sem ao certo saber como iria pagar os 3 anos restantes do curso de administração de empresas, que foi transferido da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Nos Estados Unidos surgiu uma oportunidade de contrato como modelo da agência Ford Models e um bico como garçonete no Sky Bar, reduto de celebridades em Hollywood. O que eu não esperava era que a carreira no entretenimento me levasse a conhecer o mundo. Trabalhei em campanhas publicitárias no Japão, Canadá, Europa e México.  Minha mãe sempre me ensinou a nunca depender financeiramente de outras pessoas, então eu aceitava todos trabalhos que chegavam e economizava tudo o que podia para investir em imóveis no Brasil.

Aos poucos, e com muita experiência com reformas aprendi a trabalhar em equipe de uma forma mais colaborativa. Até hoje tenho um pouco de dificuldade em delegar e confiar, mas estou aprendendo a lidar com isso com a minha mais recente jornada empreendedora, a empresa a Incast - uma plataforma para conectar Talentos, Celebs e Influenciadores Digitais com oportunidades de trabalho no Brasil e Los Angeles.

A ideia inicial veio para ajudar as pessoas encontrarem trabalho, mas tivemos muitos problemas em desenvolver uma plataforma robusca com pouco recurso. Quando atuava como modelo, era comum ter de enviar 25 e-mails por dia e esperar semanas pelas respostas de possíveis trabalhos.  Os contratantes sempre me pediam fotos, que eram pesadas demais para ser enviadas por e-mail, mas eu fechava mais trabalhos através o meu perfil já com foto e vídeos das plataformas digitais de empregos de Los Angeles e San Francisco. A startup ganhou asas quando fui estudar gerenciamento de projetos na Universidade Stanford e comecei a conviver com colegas que vinham de empresas como Google e Apple. Ali, vi que podia usar a tecnologia como solução e tirar a minha ideia do papel.

O começo não foi nada fácil, eu era uma mulher sem qualquer experiência no mercado de tecnologia e isso me deixava bastante insegura. Quando os desenvolvedores vinham passar cotações, davam um orçamento bem alto pensando que eu iria cair na armadilha. O maior desafio e erro que 90% dos empreendedores cometem foi terceirizar o desenvolvimento da tecnologia da empresa. Tivemos que reconstruir a plataforma algumas vezes em 2 anos, na época a primeira versão da InCast não estava nada estável, mas estávamos crescendo organicamente. Tive que ter muita força de vontade para seguir em frente.

Escolher o Brasil como "go to market"  também foi bastante desafiador.  O processo de criar uma empresa é bastante burocrático e exaustivo. Tive muita dificuldade em abrir uma conta para a empresa sem histórico de crédito, fora as reuniões com grupos de investidores sempre me questionavam sobre o tamanho do mercado, talvez como um pretexto - mas nunca me passaram uma dica de como pivotar nossa plataforma para aumentar as receitas. 

Para desenvolver a primeira versão da plataforma, tive apoio do Startup Rio, que financia empreendimentos em tecnologia. A plataforma ganhou também verba de uma empresa-anjo de São Francisco. Isso possibilitou que eu montasse meu time, que hoje está com 6 pessoas.

Com minha participação no programa de aceleração do Startup Farm a plataforma faturou 3x mais em 1 mês comparado com 1 ano de operações da antiga InCast. Quanto ao futuro da InCast tenho uma visão positiva sobre a nova modelagem e intermediação das contratações pois o mercado está nos mostrando que este é caminho e a validação disse tem vindo de forma orgânica. Já como empreendedora, busco sempre aprender principalmente quanto ao mercado de influenciadores e marketing digital que está mudando a cada dia, e no futuro adoraria fazer um MBA na MIT ou Stanford.

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