Fintechs oferecem dólar mais barato do que instituições tradicionais

Empresas cresceram no último ano e estudam uso de blockchain e lançamento de novos produtos

Fintechs oferecem dólar mais barato do que instituições tradicionais

Empresas cresceram no último ano e estudam uso de blockchain e lançamento de novos produtos

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Operadoras de câmbio online têm tido um crescimento expressivo no último ano, com uma oferta de moedas a valores mais atrativos do que bancos e casas de câmbio tradicionais. Por exemplo, em 14 de agosto, um dólar era cotado a R$ 3,28 na CâmbioStore, enquanto em duas das maiores corretoras do país - de acordo com ranking do Banco Central - a moeda era vendida a R$ 3,33 (valores sem IOF).

Além de não terem gastos com pontos de atendimento físicos, as fintechs conseguem tarifas menores por serem mais eficientes na automação de processos. Na BeeTech, holding que integra as empresas BeeCâmbio e Remessa Online, os processos manuais e burocráticos são automatizados, de acordo com Stefano Milo, cofundador da empresa, com “baixíssimo nível de intervenção humana. Além disso, chatbots e painéis em tempo real facilitam e tornam mais eficientes as mesas de operação”.

Na CâmbioStore, “em todas as etapas do fluxo de câmbio de moedas, a única área que intencionalmente não é automatizada é o atendimento ao cliente. Todas as outras áreas da empresa são automatizadas através de robôs e inteligência artificial”, disse o CEO da fintech, Bruno Ferreira. Ainda de acordo com Bruno, a empresa cresceu 300% em julho de 2017, na comparação com o mesmo mês do ano passado. “Atualmente temos 110 mil clientes ativos e pretendemos atingir 500 mil usuários até o final de 2018. Em volume transacionado, nossa meta até o final de 2018 é atingir R$ 1,2 bilhão”.

A holding BeeTech informou que realiza mais de 100 operações diárias e teve crescimento de 38% ao mês em 2017. Juntas, BeeCâmbio e Remessa Online já comercializaram mais de R$ 360 milhões.

Empresas avaliam usar blockchain

De acordo com Stefano Milo, a Beetech estuda o uso de blockchain, que pode conferir mais segurança e transparência ao mercado: “Estamos estudando aplicações de blockchain para o registro de operações realizadas em nossa plataforma. Além disso estamos vislumbrando maneiras de utilizá-lo como protocolo de comunicação para liquidação financeira. A regulamentação do blockchain auxiliaria empresas de câmbio pois tornaria todo o processo mais rápido e fácil. Além disso traria uma transparência adicional a esse setor, o que aumentaria o nível de controle de órgãos reguladores contra operações ilegais e/ou fraudulentas.”

A Câmbio Store tem plano de implantar blockchain, de acordo com Bruno Ferreira. “O lançamento deste projeto será feito no primeiro trimestre de 2018. Já conseguimos aval jurídico para tal e estamos em fase de desenvolvimento da solução.”

GoMoney planeja lançamento de produtos com cobrança

Além de câmbio de moedas como o dólar, a fintech GoMoney oferece a possibilidade de troca de ouro, prata e até bitcoin. A plataforma funciona mais como um fórum do que uma casa de câmbio, uma vez que serve para unir compradores e vendedores, que combinam ali a transação que será efetivada fora do aplicativo.

Por enquanto, o GoMoney não tem receita direta, apenas aportes feitos por investidores. “Entretanto, no final do segundo semestre, vamos lançar novas funcionalidades e produtos agregados que gerarão receita, trarão ainda mais benefícios para os usuários e possibilitarão manter a ferramenta de troca de moedas gratuita,” explicou Mauricio Pires, CEO do GoMoney.

Ainda de acordo com Mauricio, “por questões de sigilo solicitadas por nossos investidores, ainda não vamos divulgar os valores totais das transações. Porém, podemos dizer que, em geral, as trocas em moeda giram em torno de 200 dólares por encontro”. O número de usuários é de cerca de 3 mil pessoas.

Sobre a regulação do setor, Mauricio informa que o GoMoney funciona e permanecerá funcionando dentro das leis vigentes nos países que atua, mas que está preparado “para possíveis regulações, pois entendemos que estamos entrando em um mercado antigo e composto por grandes empresas, mas que está mudando com a entrada das fintechs”.

 

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Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.

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