Fundador da Joy Street explica como aumentar o engajamento dos alunos

Luciano Meira, sócio-fundador da Joy Street, falou sobre o assunto durante a EdTech Conference e explicou como resolver o problema

Fundador da Joy Street explica como aumentar o engajamento dos alunos

Luciano Meira, sócio-fundador da Joy Street, falou sobre o assunto durante a EdTech Conference e explicou como resolver o problema

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Um dos maiores problemas da educação no Brasil é a falta de engajamento dos alunos. Luciano Meira, sócio-fundador da Joy Street, falou sobre o assunto durante a EdTech Conference e apresentou algumas soluções para resolver esse problema. De acordo com ele, o desengajamento aumenta conforme o tempo que o aluno passa dentro da escola. “O índice de engajamento de estudantes no quinto ano é 75%, agora no ensino médio é cerca de 30%. Isso é problemático”, diz.

O tempo que o aluno passa na escola aumentou - na década de 80 eram três anos e, já em 2010, eram dez. Porém, de acordo com Luciano, esse tempo não está fazendo com que os estudantes desenvolvam as competências esperadas. “O desengajamento do aluno, afetivo e intelectualmente, promove uma educação deficitária e fragilizada da força de trabalho atual. Parece que a escola não está contribuindo para melhorar e impactar o nosso mercado”.

Mesmo com a inserção de tecnologia dentro das escolas, segundo Luciano, os resultados são negativos. “A instituição coloca laboratórios de informática dentro da sala de aula e isso resulta em pouco engajamento, problemas no processos de aprendizagem e faz com que os alunos resolvam problemas fora da escola”, comenta. Para ele, hoje os jovens estão construindo uma prática de aprendizagem digital, seja no YouTube, Netflix e Spotify ou até mesmo videogame.

Arquitetura de inovação

De acordo com Luciano, para inserir tecnologia dentro das salas de aula é necessário levar em consideração quatro fatores: cenário, experiência, redes e pessoas. “É preciso pensar na infraestrutura da sala de aula e da diversidade de artefatos presentes nela. Hoje, as paredes da escola de ensino básico produzem um ambiente de acolhimento e dão materialidade ao conhecimento. A tecnologia precisa fazer tudo isso acontecer”, defende.

Além disso, segundo ele, a tecnologia precisa oferecer experiências imersivas e significativas e inovar nas práticas didáticas. Caso contrário, a adoção está sendo feita de forma incorreta. “Precisamos pensar também na formação dos professores e gestores da escolas, e estabelece relações fortes entre eles e a comunidade”, afirma.

Sistema de sala de aula invertida

Luciano contou sobre um conjunto de cinco escolas em San José, na Califórnia, que elevaram a taxa de aceitação de alunos de baixa rendas em faculdades. “Antes deles, o índice de alunos de baixa renda sendo aceitos em faculdades era 45%, agora é 99%”, conta.

Para ele, o fator decisivo para o sucesso desse modelo é a adoção do conceito de sala de aula invertida. “A aula é um instrumento falido que utiliza metáforas como transmissão de conhecimento fundada em uma ciência não pedagógica do século XIX. Essas escolas na Califórnia adotaram um sistema de playlists de exercícios que se comunicavam de uma forma interessantes com os jovens”, conta. Nesse método, os professores só eram usados para tirar dúvida dos alunos que o algoritmo classificava com baixo desempenho.

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