"E os bancos será que vão sobreviver? Provavelmente um ou dois”

Eduardo Glitz, ex-sócio da XP Investimentos e sócio da StartSe, discutiu o futuro do mercado financeiro devido às fintechs

"E os bancos será que vão sobreviver? Provavelmente um ou dois”

Eduardo Glitz, ex-sócio da XP Investimentos e sócio da StartSe, discutiu o futuro do mercado financeiro devido às fintechs

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Eduardo Glitz foi diretor e sócio da XP Investimentos por quase uma década, período no qual aprendeu (e viveu) o mercado financeiro. Glitz conheceu na corretora de investimentos os investidores Pedro Englert e Marcelo Maisonnave. Juntos, os três se depararam o mercado das fintechs no Vale do Silício e entenderam que este é o futuro do mercado financeiro.

Os três investidores trouxeram suas experiências no mercado financeiro como bagagem ao se tornarem sócios e investidores de cinco fintechs – Beetech, Fitbank, Monkey, Vortx, Warren. Devido ao panorama bancário atual no Brasil e sua experiência na China, Glitz acredita que o futuro dos bancos é incerto.

No ano passado, 1,5 mil agências bancárias fecharam no país – uma diminuição recorde. “Somos o país com maior quantidade de agência por habitante, e a população que mais vai a agência no mundo – os brasileiros vão a agências em média 5 vezes em um trimestre”, afirma Glitz com base em uma pesquisa da Fisher. A diminuição do número de agências no país em que o número é espantoso nos indica que uma mudança já está em vigor.

Essa mudança é sentida principalmente na China. No país, dinheiro ou cartões são meios ultrapassados e o pagamento através do celular hoje é um dos meios mais comuns no país. “Eu, Maisonnave e Englert estávamos no aeroporto de Shenzhen, na China, e fomos ao Burger King. A rede mundial de fast food não aceitava dinheiro ou cartões, pagamentos eram realizados apenas pelo celular mesmo no aeroporto, onde há a convergência de várias culturas”, comenta Glitz.

No país, os principais meios de pagamentos são os aplicativos AliPay ou WeChat Pay. “A China já criou um novo mercado financeiro e estão léguas na frente de qualquer país do mundo em fintechs. O país criou uma sociedade cashless, onde é possível pagar tudo via celular”, comentou o investidor. O impacto dessa medida é que as pessoas começam a se bancarizar através do smartphone.

Para exemplificar o que acredita que será o futuro, Eduardo Glitz citou mudanças em outros mercados. A impressora 3D está surgindo mudando a cadeia de logística e estoques de produtos, porque em um período não muito distante, as pessoas poderão imprimir os próprios.

O setor de telefonia também é um exemplo de mudança. “A Nokia tinha um bilhão de clientes – alguém aqui tem o celular da Nokia hoje? Alguém tem um celular da Blackberry?! Será que nos próximos 10 anos teremos alguma montadora aqui? E os bancos, com tudo o que a gente viu, quem será que vai sobreviver? Provavelmente um ou dois”, finaliza o investidor.

Os sócios da StartSe Eduardo Glitz, Pedro Englert e Marcelo Maisonnave levantaram essa discussão na abertura da Fintech Conference que está acontecendo nesta quarta-feira (06), evento da StartSe sobre o ecossistema de fintechs.

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