Tem uma empresa estabelecida e quer inovar? Contrate uma startup!

Essa tendência de unir empresas com startups a fim de acelerar os processos e aumentar o retorno financeiro está ganhando cada vez mais força

Tem uma empresa estabelecida e quer inovar? Contrate uma startup!

Essa tendência de unir empresas com startups a fim de acelerar os processos e aumentar o retorno financeiro está ganhando cada vez mais força

0
shares

Empresas que possuem um modelo de negócios já estabelecido têm tudo para inovar e serem propulsoras de novas tecnologias - isso ao agregarem influência de mercado e abundância de recursos a uma vasta experiência e conhecimento do consumidor. Apesar de possuir características que permitem criar e desenvolver novas ideias, muitas companhias ainda encontram inúmeras dificuldades em promovê-las.

Um dos maiores obstáculos para inovar dentro das organizações é a estrutura - muitas vezes burocrática - já estabelecida. Apesar de ajudar no funcionamento de processos, ela pode prejudicar a implantação de uma cultura de inovação, normalmente mais ágil e dinâmica.

Já as startups não contam com uma estrutura empresarial sólida. Apesar das fragilidades, esse novo modelo costuma ter mais capacidade para inovar, investir em tecnologias emergentes, se arriscar em novos mercados ou ainda propor modelos de negócio mais disruptivos.

Por que inovar?

No quesito inovação, muitas vezes as empresas estabelecidas e startups se complementam. A união da influência dessas corporações com a força das pequenas startups é a solução ideal para impulsionar os resultados financeiros, aumentar participação de mercado, fomentar tecnologias disruptivas e trazer inovação para dentro das empresas.

 

lampada feita de recortes de papel como ideia de inovar

Uma pesquisa realizada pela Apex e pela Brazil Ventures – em um espaço amostral com 68 presidentes de empresas brasileiras – aponta um interesse dos executivos em se aproximarem de startups. Segundo o estudo, há três principais motivos para essa aproximação: desenvolvimento de novos negócios, aceleração de processos de inovação e aumento de retorno financeiro.

No Brasil, a integração entre corporações e startups vem ganhando ainda mais força com a crise atual vivida pelo país. Nesse contexto econômico instável, as empresas estão apostando em startups a fim de diminuir custos de operação. Para Maximiliano Carlomagno, sócio e fundador da Innoscience, essa tendência se intensifica também devido ao crescimento do ecossistema e a maior maturidade de startups.

“Se você pesquisasse lá em 2006 sobre inovação aberta, com quem você faz inovação aberta, as fontes seriam: fornecedores, clientes, institutos de pesquisa, parceiros, consultores – e não startups. Quando o ecossistema colou, as empresas pararam para olhar e viram que tinha um novo agente para se fazer inovação. Um agente mais bem instrumentado, ou seja, não era um veterinário para dar ideias à Pfizer sobre saúde animal; é um cara que montou uma startup de controlar os medicamentos que você dá para o seu cachorro. O que está movimentando as empresas agora é o entendimento de um ecossistema fortalecido, a consolidação da ideia de que internamente talvez você não consiga atingir os resultados esperados e o medo de que será disruptado”.

Quais são as vantagens de contratar uma startup?

A parceria entre empresas estabelecidas e startups já é uma tendência no mercado brasileiro. Nessa relação, segundo Maximiliano Carlomagno, as empresas aproveitam as soluções das startups para inovar e atingir seus objetivos estratégicos de negócios. Isso vai desde a resolução de problemas internos da corporação até a criação de novos negócios, ter acesso a novas tecnologias e conquistar novos mercados.

As startups trazem inovação para as operações burocraticamente estabelecidas das empresas, oferecendo soluções que barateiam processos e facilitam a resolução de problemas específicos. “Nesse sentido, as inovações não são no corpbusiness da grande empresa, mas sim adjacentes à operação dela. E isso é extremamente relevante e importante para o novo modelo que está se estabelecendo”, afirma Bruno Rondani.

Em contrapartida, as grandes empresas passam a ser uma fonte de recursos para uma startup empreender. De acordo com Bruno, o capital é fundamental para o sucesso desse novo modelo. “A startup só consegue inovar quando tem recursos. A partir do momento que a startup se conecta com a empresa, ela pode ser mais rápida e trazer mais oportunidade justamente por ter esse tipo de recurso”, diz ele.

Por fim, Wellington Moraes, Head de Estratégia Digital, Inovação e Customer Experience na América Latina da Cetelem, diz que “com a agilidade desse modelo de negócios, conseguimos executar testes rápidos para provar se determinada solução tem sinergia com os nossos desafios – se tiver, aí expandimos, fazemos um piloto, contratamos seus serviços. O processo não é mais engessado. A startup ganha nossa estrutura, nossa visibilidade, porque levamos ela para um ambiente real, fora de laboratório, onde as coisas não são estáticas, onde existem imprevistos. Quanto mais nos conectamos, mais vamos tracionando esse novo formato de conexão. O ambiente se ajuda, o ecossistema se ajuda”.

Mas por que contratar uma startup?

Estamos caminhando para um modelo econômico baseado na abundância de recursos, na colaboração, no compartilhamento, na criatividade, em moedas alternativas, sociais e alternativas.

A Nova Economia é voltada para potencializar as oportunidades por meio da inovação contínua. Ela desafia a sabedoria convencional e desencadeia uma transformação estrutural das relações comerciais e das dinâmicas de produção. Esse fenômeno reorganiza aspectos da própria economia de forma tão rápida e integrada que demanda uma maneira dinâmica de acompanhar e entender esse novo cenário.

Marcas estão sendo forçadas a reavaliar seus papéis e atitudes, desde o caráter de seus posicionamento, produtos e serviços que estão ofertando, até mesmo setores inteiros que estão estagnados há anos. Nesse contexto, as inovações das startups acabam saindo na frente e as empresas precisam agir rápido para não ficar para trás.

Um grande exemplo disso é a média de permanência na liderança no S&P 500. Em 1995, uma empresa permanecia no ranking durante cerca de 33 anos e, em 1990, de 20 anos. Atualmente, esse tempo que as grandes companhias permanecem no índice de referência tem diminuído ainda mais. A diminuição da vida útil dessas empresas tem sido conduzida por fusões e aquisições – bem como pelo crescimento de startups que alcançam o sucesso mais depressa que nunca e ditam as recentes transformações do mundo.

gráfico de duração do tempo das empresas no índice S&P 500

De acordo com Cristiano Kruel, Head de Inovação da StartSe, as startups estão dominando o mercado devido a facilidade de acesso ao ecossistema. “O custo para se iniciar uma startup nos anos 2000 era de aproximadamente US$ 5 milhões. Já em 2011, a pessoa pode ter cerca de US$ 5 mil que já pode ter acesso a esse modelo”, defende ele.

Como inserir uma startup dentro de uma grande corporação?

A aproximação de startups com empresas estabelecidas pode ser muito promissora, desde que as corporações saibam conviver com elas sem danificar sua cultura inovadora. Devido às diferenças de responsabilidade e cultura, nível de gerenciamento, recursos financeiros e experiência, parece até inviável que empresas com décadas de história sejam capazes de lidar com iniciativas jovens em sua cadeia produtiva.

Apesar do desafio, é possível driblar essas dificuldades por meio de uma boa preparação interna e expectativas realistas. Essas ações aliadas a um plano de trabalho organizado e a uma relação transparente garantirão uma relação de ganho mútuo entre a corporação e a startup.

Além disso, Max Carlomagno acredita que para alinhar a forma de trabalho, é preciso entender todo o ecossistema de startups. “A empresa precisa saber que a startup não é uma fábrica de software. Se você quer escolher o local e cor do botão no software melhor contratar alguém para fazer para você. Quanto mais sua demanda encaixa no que a startup já faz, melhor, e quanto mais customizada, pior”, diz.

Preparar o time internamente para a chegada de um novo modelo de negocio também é necessário para que as corporações não prejudiquem as inovações das startups e vice-versa. “A empresa precisa customizar seus processos e suprimentos para as startups e precisam entender que ‘isso pode ser feito’ quer dizer eu algo ‘ainda não está pronto e pode até demorar” , defende.

“Trabalhamos com uma espécie de poc/MVP. O processo pelo qual passávamos seguia essa trilha: alguém tinha uma ideia, fazia a proposta dela, vendia para alta direção, executava e depois de um ano você media o resultado. O que estamos fazendo agora é: olhamos para o mercado, procuramos por alguma startup que solucione um problema nosso e a trazemos para perto. Isso não significa fechar negócio, mas sim abrir uma relação, entender o que essa startup pode nos ajudar. Se não der certo, repertório nunca é demais. Nos casos de sucesso, conseguimos resultados extraordinários”, diz, por sua vez, Wellington Moraes.

Quero inovar! Quais são as formas de contratação?

Segundo Carlomagno, o modelo de contrato depende do objetivo estratégico de cada empresa. “Se você quer contratar como fornecedor, o formato será de prestação de serviços. Se for como parceiro, o modelo será de acordo de cooperação comercial. Agora quando o foco é contratação como fornecedor, o modelo normalmente passa por um contrato para realizar a PoC (prova de conceito) e depois um contrato normal”, afirma o especialista.

De acordo com Renato Giovanini Filho, sócio do Giovanini Fº Advogados, não há um contrato específico para firmar uma relação entre a startup e uma empresa estabelecida. Porém, segundo o advogado, o acordo mais comum é o de cooperação técnica com subscrição de ações.

Baixe nosso eBook gratuito sobre Como inovar em corporações com startups! Nele, você aprenderá:

  • O porquê das corporações correrem riscos de extinção
  • As formas de inovar em uma grande empresa
  • Como sempre estar atualizado
  • Casos de sucesso e fracasso

Nesse tipo de contrato, as grandes empresas oferecem às startups bens, profissionais e ativos intangíveis que não estão disponíveis no mercado. Com essa conexão, a startup é capacitada por uma espécie de assessoria técnica e estrutural. Em contrapartida, as empresas ficam com uma subscrição de ações da startup contratada.

O acordo de cooperação técnica com subscrição de ação dura, em média, de dois a cinco anos. Apesar da facilidade de estruturação desse tipo de contrato, é importante garantir que o mesmo respeite a identidade das duas partes e regule, com segurança, todos os bens e direitos envolvidos.

Como encontrar uma boa startup?

O primeiro passo para encontrar uma boa startup, de acordo com Maximiliano Carlomagno, é ter clareza estratégica do que se quer atingir. A escolha dependerá, essencialmente, do que a empresa definir nessa etapa. Após alinhar o objetivo estratégico da empresa, é necessário preparar o time internamente para identificar quais startups contribuirão mais significativamente para o desenvolvimento da empresa.

Além disso, segundo ele, é necessário desenhar um mecanismo de conexão e uma proposta de valor para a startup. Já o último passo para encontrar uma boa startup é realizar um screening bem feito.

Screening, Breaking the Walls, Missão Corporate Venture e Corporate Startup Innovation

Um dos grandes problemas de muitos executivos, e até mesmo das empresas em si, é encontrar boas oportunidades de negócio. Muitas vezes isso acontece porque há diversas ideias e soluções, ante a poucas horas no dia para avaliar cada uma delas. Foi pensando nisso, que a StartSe começou a buscar e fazer curadoria das potenciais startups capazes de se tornarem fornecedoras ou parceiras. Claro, que tudo de acordo com a estratégia ou necessidade de cada empresa. O screening lista startups e ajuda as empresas a tomarem decisões sobre a contratação de uma delas.

Os executivos de grandes empresas sabem da importância de inovar. Porém, esse tipo de iniciativa é deixado em segundo plano devido a pressão pelo resultado e estruturas empresariais fechadas. A melhor forma de inovar é juntar os dois polos a fim de ganhar eficiência e produtividade, bem como reduzir custos e ter contato com novas soluções e tecnologias.

O Breaking the Walls é uma iniciativa da StartSe que conecta startups e grandes empresas em ciclos de apresentação verticais. O treinamento quebra as barreiras internas da inovação dentro das empresas para a entrada desses novos modelos de negócio.

Confira um vídeo:

A Nova Economia está revolucionando a cultura de gestão corporativa. A tecnologia tem desafiado modelos de negócios estabelecidos. As boas práticas de gestão e governança são importantes, mas não aceleram mudanças disruptivas. Existe um novo ecossistema de inovação que quer tomar o mercado dos incumbentes. Como juntar forças e se beneficiar dessa conexão?

Você pode ter a chance de, em uma semana de imersão, aprender diretamente do Vale do Silício as melhores práticas de Corporate Venture.  Se você ainda não está preparado para dar esse salto, temos também em São Paulo o Corporate Startup Innovation, um evento focado em inovação corporativa via startups. Clique nos links e veja se possamos te ajudar a se conectar com as tendências da Nova Economia.

Confira um vídeo da última edição do CSI:

Conheça mais sobre essas iniciativas!

Baixe já o aplicativo da StartSe

App StorePlay Store

Assine nossa newsletter

switch-check
switch-x
Nova Economia
switch-check
switch-x
Empreendedores
switch-check
switch-x
Startups
switch-check
switch-x
Ecossistema
Mais em Startups