Mark Zuckerberg aposta em AI para lidar com os contratempos do Facebook

Em depoimento ao Senado, Mark Zuckerberg prometeu que a inteligência artificial resolveria os principais problemas da rede social

Mark Zuckerberg aposta em AI para lidar com os contratempos do Facebook

Em depoimento ao Senado, Mark Zuckerberg prometeu que a inteligência artificial resolveria os principais problemas da rede social

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Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, prestou depoimento aos membros do Senado dos Estados Unidos na terça-feira (11) e o principal tópico da discussão foi a regulamentação. Zuckerberg foi questionado sobre a confiabilidade do Facebook em se autorregular, qual regulamentação seria a melhor para a rede social e se ele estaria disposto a endossar a Lei de Consentimento  (que permitiria à FTC regular as proteções de privacidade de dados pessoais).

Um dos momentos mais contundentes nas conversas sobre regulamentação veio do senador Orrin Hatch, de Utah. Depois de mencionar o perigo potencial de regulamentação excessiva do governo, o mesmo questionou qual  seria o tipo de regulamentação que não ajudaria a resolver os problemas deixados pelo escândalo com a Cambridge Analytica. De acordo com Mark Zuckerberg, a repressão que limita o reconhecimento facial poderia sufocar a inovação.

"Eu acho que há um equilíbrio que é extremamente importante aqui, onde você obtém consentimento especial para recursos especiais, como reconhecimento facial", disse Mark Zuckerberg. "Mas ainda precisamos fazer com que as empresas americanas possam inovar nessas áreas, ou então ficaremos para trás da China e de outros países do mundo que têm regimes diferentes para recursos novos como esse."

Em duas semanas, na conferência anual de desenvolvedores F8, o Facebook deveria lançar o seu primeiro dispositivo de hardware para os consumidores – impulsionado pelo controle de voz e reconhecimento facial. Porém, devido aos problemas trazidos pela falta de privacidade, o lançamento foi adiado.

Os comentários de Mark Zuckerberg sobre o reconhecimento facial acontecem dias após a startup chinesa de visão computacional, a SenseTime, arrecadar US$ 600 milhões em uma rodada liderada pelo Alibaba.  Com uma avaliação de US$ 3 bilhões, a empresa agora é a startup de IA mais valiosa do mundo .

De acordo com a fundadora do Future Today Institute, o governo chinês pode ultrapassar o resto do mundo em AI até o final de 2018 – não até 2030, como projetado pela China.

A corrida do Facebook contra a Rússia

Os comentários de Mark Zuckerberg sobre a tecnologia chinesa de reconhecimento facial não foram suas únicas observações ao Senado dos Estados Unidos. Além disso, o CEO do Facebook argumentou sobre como se proteger contra as ações de atores estatais estrangeiros.

Quando questionado sobre o assunto, Zuckerberg disse que não poderia garantir que a Agência de Pesquisa na Internet (IRA), apoiada pelo governo russo, tivesse sido completamente removida do Facebook. "Esta é uma corrida armamentista, e eles vão continuar melhorando, e precisamos investir nisso para continuar melhorando também", disse ele. "Enquanto houver pessoas na Rússia cujo trabalho é interferir nas eleições em todo o mundo, este será um conflito contínuo".

A questão de inteligência artificial

Ao longo de cinco horas de depoimento, Mark Zuckerberg prometeu que a inteligência artificial resolveria diversos problemas da rede social – notícias falsas e moderação de conteúdo serão solucionas por AI.

Garantias de que a inteligência artificial ajudará a resolver os problemas do Facebook tem sido parte da narrativa do gigante das mídias sociais desde junho passado. Além disso, de acordo com a empresa, o Facebook está trazendo mais de 20.000 pessoas para trabalhar em segurança e conteúdo, um fato repetido repetidamente no testemunho do Congresso.

Os membros do Congresso estão propondo uma legislação para AI agora mesmo. Se as limitações de regulamentação e privacidade resultarem em restrições ao reconhecimento facial, isso poderia sufocar a inovação para empresas de tecnologia nos Estados Unidos, que já estão atrás de empresas chinesas.

Mas parece que um crescente número de pessoas não confia mais no Facebook. Como disse um membro do Congresso, as ações de Mark Zuckerberg nos últimos anos parecem ser uma indicação justa de que a auto regulação não funcionou, mas sua avaliação da visão computacional parece razoável.

(Via: Venture Beat)

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