Novo aplicativo promete gerar empregos e criar rede de colaboração

O Kolabe é um projeto que promete promover o trabalho sem a necessidade de passar pelo empregador tradicional

Novo aplicativo promete gerar empregos e criar rede de colaboração

O Kolabe é um projeto que promete promover o trabalho sem a necessidade de passar pelo empregador tradicional

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*Esse texto é um exercício do curso Seja Extraordinário, promovido pela StartSe. O autor é o extraordinário Olinto Manso Pereira, fundador do próprio Kolabe, e você pode contactá-lo através do e-mail olinto_manso@hotmail.com ou LinkedIn.

Está em fase de desenvolvimento um aplicativo capaz de contribuir com uma virada de chave para a Nova Economia. O Kolabe é um projeto que promete promover o trabalho sem a necessidade de passar pelo empregador tradicional: as empresas. Olinto Manso Pereira, fundador do Kolabe explica: “estamos em uma era P2P, isto é, as transações agora estão sendo feitas pessoa a pessoa (peer-to-peer). Isso está acontecendo desde o advento do compartilhamento de músicas, no início da década de 2000, que provocou uma ruptura no modelo do mercado fonográfico e agora vários grandes mercados sofrem este impacto.  Um exemplo disso são as criptomoedas, que não tem necessidade de um órgão central regulador.”

Porém, com a crise econômica e política no Brasil, a confiança na economia diminuiu, reduzindo o consumo, o que afetou receitas das empresas, que ao virem minguar seu fluxo de caixa, iniciaram um processo de enxugamento de suas máquinas. Resultado: aumento expressivo do desemprego. Nesse contexto, o objetivo do Kolabe é tornar antifrágil a economia, descentralizando a oferta do trabalho, fazendo com que todos possam empregar a todos. “A ideia é simples”, explica Manso. “Você baixa o Kolabe e cria seu perfil profissional. Este perfil é ranqueado por reputação, então quanto melhor você for, mais visibilidade orgânica você vai ter para seus clientes-alvo”.

A reputação é a chave de tudo, mas o que está em jogo é muito mais que cumprir uma boa execução profissional e ser avaliado. “O que é levado em consideração, além dos comentários sobre o seu trabalho e as avaliações, é o quão intensamente você trabalha voluntariamente pela sua comunidade". Para isso, o Kolabe tem “desafios” que instigam os Kolabers a participarem de campanhas sociais como doação de sangue e roupas, além de trabalho voluntário. “Entendemos que o melhor profissional não é o melhor técnico, e sim o melhor ser humano. O melhor ser humano pode ser treinado tecnicamente. Caráter é algo que não se ensina".

No perfil profissional será possível também criar vídeos, que servirão para ensinar qualquer coisa a outras pessoas. Tanto um jardineiro poderá dar dicas de como podar uma planta, quanto um engenheiro pode dar dicas de manutenção. O Kolabe possibilitará a criação de perfis corporativos, para serem usados inicialmente por organizações sociais. Assim elas poderão reunir colaboradores, voluntários, comunidade usuária e doadores em torno de sua causa. “O Kolabe será uma rede de pessoas que empregam-se, ajudam-se e ensinam umas às outras, sem um intermediário. A intenção é ajudar a resolver questões como a diminuição da miséria, o aumento de emprego e renda, a promoção da educação e o fortalecimento das organizações civis, para que no final, toda a sociedade saia ganhando", conclui Manso. A previsão de lançamento da versão beta está prevista para 2018.

Leia abaixo um trecho do manifesto do Kolabe:

Acreditamos que estamos vivendo um momento de transformação. Hoje, a mudança assusta a alguns, preocupa muitos, mas o amanhã será de constante mudança. A desigualdade social, a pobreza, as guerras, o desrespeito pela natureza, a falta de educação, de ordem, de saúde, de emprego são consequências de um velho padrão que devemos rejeitar para sempre. Pense naqueles problemas que a sociedade suporta há gerações. Vamos pensar um pouco: não dá para zerar isso não? Começar de novo. Resetar?

Dá sim. O trabalho pode ser dado pelas pessoas para as pessoas. Sem intermediários. Não só através dos empregos convencionais. Bastará estender a mão. Ou usar seu smartphone, como preferir. Vamos iniciar uma nova história ajudando uns aos outros. Você tem uma necessidade, tem alguém que pode te ajudar. Você tem uma habilidade, uma vocação? Então você pode servir também.

Convidamos você a se unir a nós para juntos cultivarmos um profundo sentimento de servir ao outro. Nossa proposta é conectar pessoas com um interesse em comum, que não apenas ofereçam ou procurem negócios, mas gente que se engaja com a transformação do mundo para melhor. Uma rede que cultiva entre pessoas de bem a confiança, referências, profissionalismo e principalmente, a boa vontade.

Vamos usar a tecnologia para transformar o mundo real para melhor. Agora.

A rede de colaboração para um mundo melhor.

Estamos em um momento em que o mundo exige de nós uma atitude diferente.  Temos vontade de fazer várias coisas, mas às vezes não sabemos como. É difícil pensar fora da caixa. Se ficamos desempregados, por exemplo, enviamos milhares de currículos em plataformas, preenchemos milhões de nossos dados e no final talvez a probabilidade de conseguir um emprego seja mínima.

Uma segunda tentativa é ser empreendedor. “Ah! Vou montar um negócio só meu!” Mas aí, se não tem conhecimento, planejamento e dinheiro (ou se o dinheiro acaba), puf! Vão-se embora os poucos recursos e o desânimo pega de jeito. Bom daí você pensa: “vou trabalhar de casa mesmo, virar um freela”, ou então “vou fazer uns bicos enquanto a coisa não melhora”. Daí você olha em volta e se pergunta: Cadê os clientes? Cadê os projetos? Daí a coisa aperta de novo.

Percebemos que esses problemas têm algumas questões comuns:

  • As pessoas não te conhecem - então como vão saber que você existe?
  • Se não sabem que você é de confiança - como vão confiar?
  • Se as pessoas não sabem o que você faz - então, como vão te contratar?
  • Se os clientes e as demandas estão por aí - então como saber onde estão?
  • E se está sem grana? - então como começar?
  • E se você não se acha qualificado o suficiente para um ofício - como vai aprender?

Vemos muita gente por aí precisando de trabalho, batendo de porta em porta, para as mais diversas coisas: cortar grama, serviços gerais, diarista..."olha, eu faço o que você quiser!", e vemos muita gente com o perfil "Buscando Recolocação", mandando mensagens no Linkedin. Tanta gente boa, batendo de porta em porta para que em 1000 tentativas, talvez consiga 1 acerto, que às vezes não paga as contas de casa ou apenas abre a porta para uma entrevista sem garantias de contratação. Percebemos assim que o mecanismo do trabalho tem uma falha importante. Vamos lá:

Centralização:

O mundo laboral gira em torno do emprego, e não do trabalho. Emprego é dado pelas organizações. A oferta e a demanda de profissionais determinam o preço do "passe". Se tudo está concentrado numa ponta, então se essa esta ponta (ou empresa, como preferir) está em dificuldades, então os empregos somem.

Falta de networking:

Profissionais que ficam presos em seu dia a dia profissional raramente têm oportunidade (ou perfil) para ampliar sua rede de networking. Então, sem visibilidade, quando aparece uma situação de desemprego, esses grandes profissionais podem talvez não conhecer pessoas para indicá-las. Assim probabilidade de um novo trabalho fica pequena.

Mão de obra é uma commodity:

O serviço que uma determinada pessoa presta pode ser realizado por muitas outras, então por que escolhe-lá? Essa pessoa pode ter uma habilidade especial que só consegue demonstrar no decorrer de sua atividade dentro de uma organização. Em um currículo raramente ela vai conseguir convencer que é boa. Assim como em uma conversa de portão, dificilmente alguém vai te convencer que conseguirá resolver aquele problema elétrico que você tem em sua casa.

Confiar é um risco:

O recrutador de uma empresa numa conversa aposta que um profissional tem competência técnica, pelo discurso, pelo histórico.... Mas tem uma coisa difícil de predizer: o comportamento. Uma parte dos profissionais são admitidos por competências técnicas mas demitidos por incompetência comportamental. O tal do caráter. Igualmente com relação a serviços que você contrata para a sua casa: como você sabe se vale a pena colocar determinada pessoa para dentro de seu lar?

Falta de recursos financeiros:

Grande parte das vezes as pessoas que estão fora do mercado de trabalho têm dificuldades financeiras. Então como pagar por uma plataforma de currículos? Como colocar combustível no veículo e sair atrás do trabalho? Como se aperfeiçoar? Tem gente com “sangue nos olhos” mas sem nenhuma condição de recomeçar. Como fazer?

Aí que entra a mentalidade da nova economia. Aí que entra o Kolabe. Eis como a startup pensou em solucionar esses problemas:

Para a centralização: se além das organizações, as pessoas também se engajarem em serem empregadoras, mais trabalho vai surgir. Entende-se trabalho como um conceito mais amplo que emprego.

Para a falta de networking: se as pessoas fossem capazes de conectar-se por interesses profissionais, colocando oferta e demanda juntos, gente que jamais se encontraria na vida poderia se conhecer.

Para a mão de obra como uma commodity: e se as pessoas fossem capazes de demonstrar do são capazes, comprovando seus resultados através de indicações e avaliações? Gente de verdade atestadas no que são mesmo boas? Enfim, e se o profissional conseguisse demonstrar que não é só mais um?

Para a falta de confiança: e se as pessoas conseguissem provar, através de boas ações no dia a dia, por meio de sua conduta pessoal, de suas práticas diárias, que merecem um voto de confiança?

Para a falta de recursos: e se as pessoas pudessem ter uma ajuda para ficar conhecidas naquilo que fazem bem e assim recomeçar suas vidas? Se tivessem pessoas para ensinarem coisas novas umas para as outras? E se uma rede inteira estivesse disponível para ajudar as pessoas a se reerguerem e colaborarem mutuamente para o sucesso?

Vem aí o Kolabe. Uma rede de colaboração para cultivarmos um profundo sentimento de servir ao outro. Conectar pessoas com um interesse em comum, que não apenas ofereçam ou procurem negócios, mas gente que se engaja com a transformação do mundo para melhor. Uma rede que cultiva entre pessoas de bem a confiança, referências, profissionalismo e principalmente, a boa vontade.

Linhas gerais

  • Oferta de bens e serviços combinada com a solução de grandes problemas sociais;
  • Oportunidade: falta emprego, mas não trabalho. Kolabe ajudará pessoas a encontrar ocupações autônomas remuneradas, e contratantes para esses serviços;
  • A aplicação garantirá certo nível de gratuidade na plataforma para pessoas que se engajam em ajudar pessoas.

 

 

 

 

Ecossistema Kolabe = Negócios prósperos

  • Riqueza para o Kolabe é: dinheiro, generosidade, amizade, capital intelectual, atitude e espiritualidade.
  • Prosperidade para o Kolabe é ter acesso e compartilhar essas riquezas;
  • Para o Kolabe, a acumulação dessas riquezas e o compartilhamento dessa prosperidade dá propósito para as pessoas e isso é a verdadeira felicidade.
  • A finalidade, do Kolabe, portanto, é tornar as pessoas mais felizes.

Modelo de negócio

  • Kolabe é uma rede social gamificada que promove o encontro entre Kolabers que ofertam e procuram serviços. Também pessoas que emprestam, doam, alugam bens ou objetos e o encontro delas com quem precisa;
  • As funcionalidades que geram negócios são tarifadas usando a moeda do jogo: O Prosper;
  • Terão mais chances de fazer negócios os Kolabers que possuam mais reputação, bem como aqueles que usarem a plataforma para divulgar seus serviços (de forma orgânica ou paga).

Validação de mercado

Intermediou serviços no valor de 200 milhões de reais em 2016. 100 mil profissionais cadastrados e 1 milhão de pedidos realizados até 2015.

Recebeu R$ 40 milhões em aportes desde 2011.

 

 

 A divisão de Professional Services criada em 2015 cresceu cerca de 20% ao mês no mercado americano.

A Amazon estima que o segmento possua um mercado global de 400 a 800 bilhões de dólares.

 

 Possui 14 milhões de usuários ativos na plataforma em 180 países. Os freelancers inscritos na plataforma faturam juntos aproximadamente 1 bilhão de dólares por ano, que pagam taxas que podem chegar a 20% de seu faturamento.Levantou 168 milhões de dólares em fundos de 1999 a 2017.

Diferenciais do modelo de negócios do Kolabe X Negócios existentes

  • Kolabers sem recursos financeiros podem obter Prospers (P$) sem pagar por eles, apenas cumprindo os desafios da plataforma;
  • Acreditamos nessa gratuidade como forma de popularizar o aplicativo e ajudar as pessoas a recomeçarem suas vidas;
  • As atividades do Kolabe terão impacto social;
  • Sendo uma plataforma gamificada, tornará a experiência interessante, divertida, otimista e envolvente, como nos jogos.
  • Possui um visual atraente e colorido, saindo do padrão dos aplicativos convencionais.
  • Será Empresa B certificada (pendente).

Baixe já o aplicativo da StartSe

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