Preço é um fator importante no Brasil e o varejo precisa se atentar a isso

Nesse contexto, possuir uma base de dados sólida para ajudar na tomada de decisões sobre preços é a melhor saída para grandes varejistas

Preço é um fator importante no Brasil e o varejo precisa se atentar a isso

Nesse contexto, possuir uma base de dados sólida para ajudar na tomada de decisões sobre preços é a melhor saída para grandes varejistas

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A precificação é uma das principais tarefas dos varejistas e, quando feita de modo assertivo, acarreta ótimos resultados para o negócio. Por outro lado, se a atividade não for feita com a atenção que necessita, sérios prejuízos podem ser atribuídos ao negócio. Principalmente no Brasil, de acordo com Paulo Garcia, CEO da InfoPrice, o preço sempre foi um fato crucial na decisão de compra de um consumidor. “O Brasil sofre crises econômicas graves que, mesmo que sejam passageiras, deixam rastros na memória do consumidor”, diz.

Segundo ele, fatores históricos do país – como a hiperinflação do Governo Collor e as crises econômicas e políticas enfrentadas há pouco tempo – abalaram a confiança do consumidor e isso, indiretamente, afetou o comportamento consumidor do brasileiro. “O Brasil não tem uma economia estável e, sempre que vem esses ciclos de crise, a inflação é abalada e o consumidor fica ligeiro com o preço. Isso explica bastante coisa no cenário nacional recente e, uma delas, talvez a mais emblemática, seja uma grande migração do consumo”.

Um olhar atento ao preço

No passado, os brasileiros faziam suas compras em super e hipermercados e o público-alvo do setor atacadista eram apenas donos de estabelecimentos e o setor transformador. Porém, nos últimos tempos, houve uma migração do consumo e a demanda de consumidores finais comprando mensalmente nesse tipo de comércio aumentou significativamente. De acordo com Garcia, uma enorme parcelas dos brasileiros optou por comprar em atacadistas por conta do preço acessível – ou seja, nos atacadistas, os consumidores têm acesso aos mesmos produtos dos mercados convencionais por um custo financeiro reduzido.

Frente a esse cenário, e ao comportamento do consumidor brasileiro, o setor varejista começou a olhar o preço com olhos ainda mais atentos. “Eles começaram a entender que o posicionamento do preço e suas bandeiras precisam conversar com uma estratégia eficiente para rentabilizar o negócio”, diz. Mas, segundo Garcia, uma boa precificação de um produto não é só “abaixar o preço”, é necessário um ampla avaliação do mercado como um todo e acesso a métricas que revelem as necessidade de público de determinado produto.

“Estar acima da média ou abaixo nunca são bons indicadores. Se eu quero ser o estabelecimento mais barato do mercado, eu não posso vender uma pasta de dente a R$ 5 se meus concorrentes vender a R$ 7 ou R$ 7,99 – se eu vender a R$ 5 estarei perdendo dinheiro”. É simples encontrar um preço ideal desse produto, mas, ao inseri-lo em uma rede de varejo que vende cerca de 20 mil produtos distintos, a complexidade aumenta. “É muito dado para trabalhar”, conta Garcia.

Nesse contexto, possuir uma base de dados sólida para ajudar na tomada de decisões em relação ao preço de determinado produto é a melhor saída para grandes varejistas. Além de reduzir o tempo destinado a precificação, uma vez que todas as informações estarão disponíveis na hora da tomada de decisão, a assertividade desse tipo de ação tende a aumentar quando informações relevantes são manipuladas.

Segundo Garcia, a utilização de dados na precificação é uma tendência no mundo do varejo como um todo. “Para mim, nós chegamos em um estágio onde já temos tecnologia para basicamente tudo o que precisamos – a questão agora é saber compor esse quebra-cabeça. O dificuldade agora é conectar os dados da forma correta”. A partir de uma boa conexão dos dados e na transformação deles em informações relevantes, de acordo com Garcia, será possível tomar decisões coerentes com as diversas categorias de problemas que o varejo físico enfrenta.

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