"O que não pode faltar é experimentação", diz Head de Inovação da Cetelem

Wellington Moraes dá entrevista exclusiva para a StartSe e fala sobre inovação corporativa na Cetelem

"O que não pode faltar é experimentação", diz Head de Inovação da Cetelem

Wellington Moraes dá entrevista exclusiva para a StartSe e fala sobre inovação corporativa na Cetelem

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O intuito pelo qual uma empresa estabelecida adota um modelo de conexão com startups é trazer para dentro de sua cultura de gestão mais dinamismo e proximidade com o ecossistema de inovação.

A ideia que valida um modelo como esses é a nutrição, força e proteção de um projeto que terá condições de frutificar e ajudar a expandir as oportunidades de inovação de dentro de uma empresa. Caso da Cetelem.

Conversamos com Wellington Moraes, Head de Estratégia Digital, Inovação e Customer Experience na América Latina, sobre os desafios da Nova Economia, os esforços do banco White Label para se conectar com o ecossistema e os frutos da parceria com a StartSe.

Toda startup sonha em ter o orçamento da mais estabelecida e toda estabelecida sonha em ser flexível como uma startup. Nessa intersecção de interesses é que crescem as oportunidades.

“Com a agilidade desse modelo de negócios, conseguimos executar testes rápidos para provar se determinada solução tem sinergia com os nossos desafios – se tiver, aí expandimos, fazemos um piloto, contratamos seus serviços. O processo não é mais engessado. A startup ganha nossa estrutura, nossa visibilidade, porque levamos ela para um ambiente real, fora de laboratório, onde as coisas não são estáticas, onde existem imprevistos. Quanto mais nos conectamos, mais vamos tracionando esse novo formato de conexão. O ambiente se ajuda, o ecossistema se ajuda”, começa.

O interesse das empresas é estratégico: poder identificar e desenvolver novos produtos, serviços ou tecnologias, que irá alavancar o negócio no mercado atual ou em novos mercados. Elas avaliam suas necessidades internas, baseada em um plano estratégico que identifica problemas e oportunidades. A partir daí, buscam priorizar e definir tipos de inovações que as startups podem ajudar.

“Trabalhamos com uma espécie de poc/MVP. O processo pelo qual passávamos seguia essa trilha: alguém tinha uma ideia, fazia a proposta dela, vendia para alta direção, executava e depois de um ano você media o resultado. O que estamos fazendo agora é: olhamos para o mercado, procuramos por alguma startup que solucione um problema nosso e a trazemos para perto. Isso não significa fechar negócio, mas sim abrir uma relação, entender o que essa startup pode nos ajudar. Se não der certo, repertório nunca é demais. Nos casos de sucesso, conseguimos resultados extraordinários”, continua.

A StartSe é uma ótima fonte para esse tipo de busca, assim como aceleradoras, incubadoras, universidades e eventos do ecossistema. Wellington é o exemplo disso.

“Nosso poc com a StartSe foi praticamente o poc da vertical Corporate. Crescemos juntos, fomos a 1ª turma a participar do Breaking the Walls. A experiência tem sido incrível, porque optamos por não criar uma área de inovação, como se fosse um spin-off da empresa. Optamos por nos conectar – e com uma iniciativa como o BTW, consigo levar o responsável por uma determinada área aqui dentro para, em um intervalo de 4 horas, conhecer 4 startups que podem melhorar sua vida. É uma equação simples e ágil. No mínimo o cara sai desse dia pensando que dá para fazer diferente”.

Mais uma vez essa definição: o intuito pelo qual uma empresa estabelecida adota um modelo de conexão com startups é trazer para dentro de sua cultura de gestão mais dinamismo e proximidade com o ecossistema de inovação. Mandatório para quem quer se manter no páreo da Nova Economia. E quais são esses novos desafios?

Vamos ver a situação: um crédito ao consumo. Essa empresa fornece dinheiro para as pessoas adquirirem bens. Só que nessa nova configuração, as pessoas estão trocando o ‘ter’ pelo ‘usar’. Como que fica esse negócio? Outro exemplo: o cara que financia carro. Você não tem mais necessidade de ter um carro 24 horas na garagem. As pessoas irão pedir por um carro quando precisarem. Sem falar nos carros autônomos. Como que fica a vida desse cara? Além disso, tem o ‘aqui e agora’. Para isso, uso o exemplo dos filmes. Antes o mindset é que para ver determinado filme, eu tinha que esperar passar em tal hora, na televisão. Isso já mudou com as locadoras, você tinha já o poder de escolher quando ver, mas ainda de forma limitada. Hoje é o ‘aqui e agora’. Tudo sob seu controle. O jeito de consumo está mudando e precisamos nos adaptar. Esse é o desafio para as instituições financeiras”.

Por fim, fizemos uma provocação à Wellington: se eu sou uma startup, o que não pode faltar no meu pitch para a Cetelem?

“Não pode faltar experimentação. Experimentar pressupõe acertar e errar. Você tem que estar preparado para essas condições. Mentalidade do Vale: errar é essencial. Se estivéssemos esperando por 100% de acerto, estaríamos bilionários. Lembre-se também que trata-se de uma relação de via dupla, onde os dois lados saem beneficiados. Não é exclusivo de um ou de outro, é uma mão que dá e recebe. Ambos os lados sairão fortalecidos com essa parceria. Ter noção da reciprocidade consequente dessa conexão é um ponto forte para a startup”, finaliza.

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A Nova Economia está revolucionando a cultura de gestão corporativa. A tecnologia tem desafiado modelos de negócios estabelecidos. As boas práticas de gestão e governança são importantes, mas não aceleram mudanças disruptivas. Existe um novo ecossistema de inovação que quer tomar o mercado dos incumbentes. Como juntar forças e se beneficiar dessa conexão, como a Cetelem tem feito?

Temos duas iniciativas que talvez você possa se interessar: uma é ter a chance de, em uma semana de imersão, aprender diretamente do Vale do Silício as melhores práticas de Corporate Venture.  A outra, se você ainda não está preparado para dar esse salto, é um evento que estamos promovendo sobre inovação corporativa via startups, em São Paulo, no dia 10 de abril. Clique nos links e veja se possamos te ajudar a se conectar com as tendências da Nova Economia.

Confira um vídeo da última edição do Corporate Startup Innovation.

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