O Vale do Silício invadiu São Paulo!

Vamos debater a tecnologia e inovações que estão surgindo da região e como trazer o mindset de inovação e mudança para o Brasil

O Vale do Silício invadiu São Paulo!

Vamos debater a tecnologia e inovações que estão surgindo da região e como trazer o mindset de inovação e mudança para o Brasil

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Maravilha! A região mais inovadora do mundo é o grande tema de nosso encontro neste sábado, em evento promovido pela StartSe com mais de 2.500 participantes em São Paulo - o Silicon Valley Conference. Vamos debater a tecnologia e inovações que estão surgindo da região e como trazer o mindset de inovação e mudança para o Brasil.

O evento começou com Maurício Benvenutti, head de vale do Silício da StartSe, que mostrou as principais inovações - como edição genética e carros autônomos - e como elas estão transformando a humanidade nos últimos anos e transformará ainda mais nos próximos. Além disso, estão democratizando o mundo: o que antes só era acessível para bilionários, agora é aberto para todos.

E esse ritmo está cada vez mais rápido. Startups que estão mudando o planeta, como o Uber, não possuem nem uma década de existência e já são usadas por bilhões de pessoas. A inovação é apoiada nestas empresas cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia, principalmente pela queda no custo de empreendedorismo, que permitiu a criação de um boom empreendedor que está impactando o mundo inteiro.

Acompanhe tudo que acontece no evento através desta matéria!

Uma era sem escassez

Ryan Bethencourt, da IndieBio e Wild Earth, continuou o evento, falando um pouco mais sobre a revolução da biotecnologia. Ele apresentou as grandes inovações da área, com a possibilidade de editar geneticamente para alcançar diversos resultados diferentes.

Ele destaca que ficou cada vez mais barato desenvolver empresas na área de biotecnologia, mudando completamente como as inovações nesta área surgem e são interpretadas. "Percebemos que poderíamos criar empresas de forma barata, por milhares de dólares poderíamos criar laboratórios de biologia para serem compartilhados", destacou.

Além disso, ele diz que inovações podem surgir de qualquer região do mundo, mas que é uma tendência que o Vale do Silício concentre grandes talentos por conta da concentração de capital. "Nem todos os inovadores são do Vale do Silício, eles podem vir de qualquer lugar do mundo. O Vale do Silício é um mito que usamos para atrair e concentrar esses inovadores, concentrar capital e investimentos. Mas quero que todos saibam que você pode inovar de qualquer lugar do mundo", salienta.

Uma nova era da computação

Paul Bommarito, diretor da Nvidia - a próxima gigante do Vale -, começou falando sobre como a empresa está dando uma guinada para aplicações de inteligência artificial, e permitindo o surgimento de tecnologias que mudarão o mundo nos próximos anos, como o carro autônomo. "Vai ser um impacto imenso, pense que um carro autônomo não vai ver mensagens enquanto dirige, não dirigir...", afirma.

Além disso, câmeras podem transformar as nossas cidades em mais inteligentes. Tudo isso pelo crescimento do poder de computação que as GPUs estão trazendo, que permite essas novas aplicações. Isso deverá fazer com que a Nvidia entre em novos mercados e cresça exponencialmente, conforme saia do nicho de games para computadores e consoles.

Deep computing já é uma realidade, com queda drástica de custos, ocupação de espaço e gastos de energia esperadas pelos próximos anos. Isso deverá fazer com que os próximos anos sejam intensos no desenvolvimento de inteligências artificiais que serão capazes de realizar muitas tarefas para as pessoas. Com isso, a Nvidia espera trazer cada vez mais startups para seu ecossistema e crescer mais.

Uma das empresas que está mais interessadas nas tecnologias da Nvidia é o Google. "Eles são os maiores clientes que temos", salienta. Outras gigantes de tecnologia, como a Amazon, também estão usando tecnologias da Nvidia para desenvolver novas inteligências artificiais. É o suficiente para colocar a Nvidia entre as maiores do mundo nos próximos anos? Com certeza.

O que é inovação para o Vale do Silício?

"Esse mindset industrial está mudando para o mindset da internet, para depois pular para um mindset da Nova Economia", afirmou Cristiano Kruel, head de inovação da StartSe. Ele destaca que São Francisco, coração do Vale, é para a Nova Economia como Florença foi para o Renascimento, Paris era para o Iluminismo ou Londres na Revolução Industrial. Uma região fortíssima de inovação, com aquele burburinho maluco da região que está mudando o planeta.

O Vale está, ele mesmo, cada vez mais rápido nas inovações. "Vou ao Vale do Silício por 30 anos. E os últimos 5 ou 6 anos foram muito fortes", diz. Por lá, até um novo formato de gestão está sendo formado: um mais adaptado a agilidade, mais rebelde e mais autônomo. "Somos da geração que acha que se deu errado é por não ter planejado direito. Saia dessa e vai fazer", completa. A nova gestão parece ser contraditória com o que aprendemos nos últimos anos.

Por lá, há um capital sedento por inovações - preparado para absorver tudo que for criado, transformar tudo em negócio, testar, iterar e construir pouco a pouco. Por isso é tão inovadora, buscando sempre o impossível, com rebeldia para transformar o mundo. É a capital da mudança no mundo.

Criatividade na nova economia

A próxima palestrante é Sally Dominguez, australiana especialista em pensamento criativo e aventureiro - algo extremamente necessário para o dia de hoje. "O mundo é um lugar estranho e que está mudando. As coisas agora não são iguais o que eram antes. Temos mudanças sociais e políticas acontecendo de formas que não aconteceram antes", destaca.

Essas mudanças são cada vez mais rápidas e profundas, tirando da zona de conforto quem estava nela - como as empresas que estão engessadas e realizam sempre as mesmas coisas. "As grandes corporações estão assustadas, as coisas não estão do jeito que elas imaginaram", completa.

Portanto, esse momento de grandes mudanças se transformou em momento excelente para empreender e buscar seus sonhos - de uma maneira capaz de mudar o mundo definitivamente. "Se você conseguir ter um pensamento criativo e aventureiro, você está em uma posição muito boa", afirma.

Buscar essas oportunidades tem que contrariar tudo que foi feito agora, essa é a hora de buscar o que é novo, incerto e capaz de ser inovador. "E esse é o coração do pensamento aventureiro, temos que olhar para o que não sabemos ainda, para as possibilidades", diz.

4 pontos que fazem o Vale ser especial

Ao ir para o Vale, Diogo Ruiz, fundador da Bluezup, logo percebeu que tinha ido para um lugar realmente especial: a Florença da Nova Economia. “Quatro pontos fazem o Vale ser especial. O primeiro ponto é a diversidade, com 40% das pessoas vindo de fora. Se você quer inovar, não adianta conversar com as mesmas pessoas, andar com o mesmo grupinho”, afirma.

Também percebeu que há um senso de comunidade e ajuda que ajudava a propagar cada vez mais as pessoas que lá estavam. “Outro ponto é a questão da colaboração, essa é cultura de lá. Se as pessoas se ajudassem mais aqui, poderíamos construir um país cada vez mais forte”, complementa.

O dinheiro também se tornou uma parte significativa da cultura do Vale, o que ajuda as startups a serem cada vez mais fortes. “Terceiro é a questão de dinheiro, 25% do capital de risco está lá, os principais tubarões. Mas não é fácil levantar dinheiro lá”, conta.

Mas é importante ressaltar que a cultura do Vale não criou uma região de pessoas insuportáveis: lá, a maioria das pessoas tenta ser humilde (pois sabem que podem conversar com as pessoas de mais sucesso. “E o último ponto, que para mim é o mais importante, é a questão da humildade. Você sabe que as pessoas lá vão te ouvir”, diz.

Dados são o novo petróleo

Hoje, é comum dizer que dados são o novo petróleo justamente por seu potencial transformador na humanidade através de ensinar máquinas a operar de maneira autônoma. “Machine learning é sobre dados. Eu não posso enfatizar isso o suficiente”, destacou Steven Choi, responsável por machine learning do Uber – antes funcionário do Google X.

A quantidade de dados gerados é o combustível que pode fazer a inteligência artificial cada vez mais útil. “A razão dos dados são tão importantes é para ensinar máquinas a realizarem habilidades baseado no que já aconteceu antes”, afirma, citando seu trabalho atual, com carros autônomos no Uber.

A quantidade de dados é uma forma de ensinar as máquinas a tomarem julgamentos que antes eram exclusividade de humanos – sendo capazes de operarem sozinhos em futuro próximo. “Se um carro avaliar o que acontece baseado no que já aconteceu, ele toma a decisão correta”, destaca.

Autonomia para carros vai permitir que os custos de “dividir” automóveis, através de aplicativos de economia compartilhada como o próximo Uber. “Os carros autônomos vão tirar os incentivos das pessoas de terem carros”, completa.

Robôs vão roubar seu emprego?

Estamos no início da Quarta Revolução Industrial: automação, inteligência artificial, robótica, impressão 3D e outras tecnologias eliminarão postos de trabalho em um ritmo alucinante. À medida que indústrias inteiras se reajustam, muitas profissões se transformarão de forma surpreendente. “É só olhar a fábrica da Tesla. Lá não tem nenhuma pessoa”, conta Felipe Lamounier, sócio da StartSe, no Silicon Valley Conference.

Segundo ele, a automação irá transformar diversos postos de trabalho – desde a área de construção civil até na gastronomia. “Tem uma previsão do McKinsey, 800 milhões de empregos no mundo serão substituídos por robôs. Daqui a pouco os robôs substituirão até os policiais. Apesar de isso não estar acontecendo ainda, com o mundo de segurança privada está. Hoje já temos robôs andando por shoppings em San Francisco que consegue identificar se uma pessoa é procurada pela polícia, se está acontecendo uma briga e até mesmo se alguém fez xixi em lugar errado”, conta.

Na gastronomia, temos o robô Molley. De acordo com Lamounier, até o fim desse ano já será possível “baixar” uma receita e dá-la para o robô executar. Os braços robóticos serão capazes de cozinhar mais de 200 variações de pratos de chefes famosos. “Até os entregadores de comida vão ser substituídos por robôs”, afirma Felipe. Em San Francisco, já temos desde drones entregando comida até um robô fazendo isso por terra. O entregador-robô foi desenvolvido por uma concorrente do Uber Eats, a Startships.

Atualização em breve

 

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