Presidente do Itaú diz que está pronto para enfrentar fintechs

Candido Bracher afirma que fintechs não têm capacidade de lidar com set de produtos financeiros complexos

Presidente do Itaú diz que está pronto para enfrentar fintechs

Candido Bracher afirma que fintechs não têm capacidade de lidar com set de produtos financeiros complexos

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O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil, além de ser a segunda empresa brasileira em valor de mercado (só abaixo da Ambev). Candido Bracher assumiu o posto de presidente do banco em maio - e se vê preparado para liderar a instituição contra o ataque das fintechs.

Hoje, estima-se que existam 200 fintechs no Brasil, com potencial de tirar até R$ 75 bilhões em receitas dos grandes bancos nos próximos 10 anos, segundo o Goldman Sachs. O valor antes era destinado aos bancos tradicionais em áreas como cartão de crédito, por exemplo. O Nubank, operadora de cartão de crédito, é um exemplo de fintech que usa a tecnologia para dar maior liberdade e poder de consumo aos clientes.

Mas o CEO não está preocupado com a concorrência. “O que fintechs normalmente não têm é a capacidade de lidar com um complexo set de produtos financeiros”, ele afirma. Os grandes bancos possuem: ao invés das fintechs, eles lidam com uma grande quantidade de produtos, muitas vezes com marcas diferenciadas. A UBS, empresa de serviços financeiros, previu que bancos brasileiros poderiam fechar 30% de suas marcas paralelas.

E, de fato, o Itaú quer trabalhar junto com essas startups e possui seu próprio ambiente para empresas inovadoras - o Cubo, onde ela pretende aprender com o seu inimigo ao aprender com ele - e criou diversas “agências virtuais”, que se comunicam com clientes pelo WhatsApp. O Itaú, atráves do Cubo, busca manter-se competitivo no mercado a partir de inovações. Para saber como grandes empresas podem inovar a partir de startups, participe da Corporate Class, promovida pela StartSe. Confira.

Com mais de 27,4 milhões de clientes e quase 5 mil agências e quiosques, o banco tem uma grande quantidade de ativos. Bracher afirma que os bancos estão investindo buscando outros papéis para as suas agências existentes. "As pessoas querem reclamar para alguém de carne e osso. Não é a melhor forma de usar uma agência, mas se é isso que tem que ser...", destaca.

A própria visão do CEO não é positiva apenas na relação do Itaú com as fintechs, mas também em relação ao país. “Você tem dois trimestres consecutivos de crescimento na economia, desemprego está caindo e uma grande queda na taxa de juros. Isso faz acreditar que a economia crescerá nos próximos meses”, afirma.

Com 58 anos, o Candido Bracher será aposentado compulsoriamente do cargo executivo com 62 anos, mas antes, pretende implantar uma estratégia de crescimento à longo prazo para o Itaú na América Latina.

(Via Financial Times)

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