O mais novo unicórnio do mundo: Rappi, o verdadeiro “delivery de tudo”

A empresa está crescendo no Brasil, seus entregadores já se tornaram uma coisa super comum de ver nas cidades do nosso País

O mais novo unicórnio do mundo: Rappi, o verdadeiro “delivery de tudo”

A empresa está crescendo no Brasil, seus entregadores já se tornaram uma coisa super comum de ver nas cidades do nosso País

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Poucas startups ganharam tanta fama recentemente quanto a Rappi. Se você mora em alguma das 10 cidades atendidas pela startup no Brasil, certamente já viu algum entregador com a caixa laranja (quase neon) da empresa, entregando de tudo: comida, compras em supermercados, lojas, petshops, dinheiro e até pacote de figurinha do álbum da Copa do Mundo. Nas palavras do fundador, Simón Borrero, a Rappi quer ser uma “Loja de Tudo”.

O sucesso crescente fez com que a empresa recebesse o valuation de US$ 1 bilhão na última sexta-feira (31), virando o mais novo unicórnio da América Latina (e do mundo). O Rappi é colombiano, mas se expandiu por toda a América Latina. Além de ser sucesso em Bogotá (seu primeiro mercado) e Cidade do México, a empresa chegou ao Brasil e já conseguiu alcançar uma boa participação de mercado. Desde sempre os fundadores da startup entendiam São Paulo (e o resto das cidades brasileiras) como ideais para o aplicativo.

Para liderar a expansão da Rappi no Brasil, o escolhido foi Bruno Nardon, que entrou na operação como fundador e presidente da Rappi Brasil. Nardon já era um nome forte no mundo de startups brasileiro, tendo fundado a Kanui em 2011 e atuado na fusão com a Dafiti em 2015, quando este se tornou o maior e-commerce de moda da América Latina.

Nardon se interessou pela startup, viu o enorme potencial, e entrou em contato através dos investidores da empresa. A Rappi já estava interessada em entrar no Brasil e viu em Nardon a pessoa perfeita para liderar essa expansão, casando o seu objetivo com o do empreendedor. Desde então, Nardon vem liderando o crescimento da companhia por aqui e obtendo grandes êxitos.

É interessantíssimo o que tem sido feito até agora. A empresa realizou milhões de entregas dos mais diversos estabelecimentos (a lista cresce a cada dia) e tem uma base de usuários muito fiel e ativa. A companhia vem entregando cada vez mais e já se tornou praticamente o “delivery de tudo”.

Você paga cerca de R$ 6,90 por entrega (essa é a taxa básica, embora existam alguns extras em alguns casos), mas por R$ 19,90 mensais você assina um serviço chamado Rappi Prime que elimina a taxa de entrega para qualquer compra acima de R$ 20. Ou seja, bastam 3 pedidos por mês para compensar o gasto com essa assinatura. Mas há quem faça 3 pedidos por dia.

A companhia tem trabalhado para incluir o varejo no movimento de disrupção que está acontecendo na mobilidade. “Com a mudança de cultura que vem acontecendo nestes últimos anos, onde as pessoas não querem mais possuir, e sim ‘alugar’ serviços de compartilhamento, elas se utilizam do Uber ou de outras maneiras de transporte para irem do ponto A ao B. A questão de comprar e transportar os produtos se torna cada vez mais difícil e a Rappi resolve exatamente este problema”, afirma Nardon.

Ele sabe da enorme conveniência que a Rappi proporciona na vida das pessoas, no momento em que ela faz as pessoas pararem de gastar o tempo para ir comprar e buscar seus produtos. “O grande impacto da Rappi na vida das pessoas é conseguir economizar tempo e trazer conveniência na vida dos usuários, para que eles possam estar com suas famílias, praticarem seus hobbies ou utilizarem este tempo da maneira que preferirem”, destaca Nardon.

Isso é especialmente verdade em cidades brasileiras, que possuem algum dos piores trânsitos de todo o mundo e são espaçadas – muitas vezes você precisa fazer compras em locais que não são minimamente cômodos. “Em cidades onde o trânsito de carros é grande, onde as distâncias entre os pontos são grandes, e a as pessoas estão cada vez mais ocupadas, a Rappi consegue ser o assistente pessoal que compra e entrega em minutos qualquer produto ou serviço, que o próprio usuário consumiria”, completa.

Além disso, a Rappi consegue “diminuir” um dos maiores problemas quando se trata de compras online: a falta de confiança de que o produto chegará em bom estado. “Além disso, o usuário tem a certeza de que existe alguém especializado escolhendo os produtos como se fosse você dentro do supermercado e te alertando caso a banana estiver mais verde ou a fruta estiver mais madura faz toda a diferença em termos de qualidade do serviço prestado”, salienta.

O aplicativo também é mais uma forma das pessoas se integrarem à economia colaborativa – no caso, gerando oportunidade de renda para entregadores, garantindo um sustento para muitas pessoas que não teriam como pagar suas contas. Muito importante em ambientes de alto desemprego, como é o Brasil e o resto da América Latina. “É uma grande oportunidade de gerar renda extra. Em um país onde o desemprego chega a ser cerca de 13%, plataformas que conseguem gerar trabalho que pode ser realizado a pé, com bicicleta, motos ou carro são transformadoras para a sociedade”, diz Nardon.

A inclusão do varejo na revolução da mobilidade

É natural que se fale da redução do número de lojas físicas por conta da revolução do varejo que está acontecendo, com o aumento das compras online. Isso é uma tendência, principalmente para lojas que só vendem e não promovem experiências. Aplicativos e serviços vão facilitar e acelerar essa transformação nos próximos anos, ao trazer a revolução da mobilidade para dentro do varejo.

As empresas vão se adaptar para essa revolução na mobilidade mudando sua atuação nas grandes cidades, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. “No futuro não muito distante, as principais marcas de varejo terão ‘mini estoques’ em pequenos centros distribuídos na cidade, estes centros de distribuição serão automatizados, e atenderão apenas pedidos online”, afirma.

Claro que essa adaptação será diferente para cada tipo de empresa no setor de varejo – não há nenhuma fórmula pronta para nenhum tipo de empresa. “Marcas que têm compra com maior frequência, como restaurantes e farmácias atenderão um raio entre 3 a 5 km visando entregas em menos de 25 minutos, e terão mais centros distribuídos pela cidade. Marcas que tem compra com menor frequência terão centros com cobertura de 10 a 15 km de raio visando entregas em menos de 4 horas”, destaca Nardon.

Com a internet e os veículos autônomos, será muito mais comum termos uma rede de entregas muito mais eficiente e barata para o varejista, o que pode ser mais efetivo do que ter uma rede de lojas. “O objetivo principal é atender aquele consumidor rapidamente, com o menor custo de entrega possível”, conclui o raciocínio.

A Rappi tem interesse em liderar essa revolução aqui no Brasil – e esse entendimento pode ser um grande indicativo de que a startup tenha um futuro de sucesso se trabalhar direito. “Vamos continuar expandindo para novas cidades e nas cidades atuais aumentar nossa oferta de produtos e serviços para facilitar a vida dos usuários. Atualmente já estamos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Campinas e Brasília”, conta.

Para tal, a companhia espera continuar aumentando a gama de serviços e produtos que são oferecidos. “Vamos continuar fazendo parcerias com os principais estabelecimentos das cidades e oferecer mais serviços através de parcerias com marketplaces especializados como a Singu para profissionais de beleza e Parafuzo profissionais de limpeza”, termina Nardon.

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