Quociente Empreendedor: saiba quais são seus pontos fortes e o que você precisa melhorar

A ideia do QEMP é levar ao empreendedor, ou até mesmo para uma equipe, o aprendizado individual, para que cada um complemente seu negócio na medida necessária

Quociente Empreendedor: saiba quais são seus pontos fortes e o que você precisa melhorar

A ideia do QEMP é levar ao empreendedor, ou até mesmo para uma equipe, o aprendizado individual, para que cada um complemente seu negócio na medida necessária

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É comum o pensamento de que, para empreender, temos que ser o empreendedor perfeito: ter a melhor ideia, o melhor planejamento, a melhor execução e não enfrentar nenhuma dificuldade ou obstáculo no meio do caminho, como se errar não fosse aceitável. No mundo real isso não acontece: todos os empreendedores passarão por problemas.

Se ser perfeito não é possível, uma dica para facilitar o processo de criação de um negócio e de sua administração é saber quais as características e conhecimentos que ainda faltam para você. Identificar esses aspectos é a ideia do QEMP, abreviação de Quociente Empreendedor.

O produto da Clinton Education, que pode ser utilizado para equipes ou empreendedores individuais, leva em conta seis pilares essenciais para empreendedores – aderência, dinâmica de mercado, experiência, perfil empreendedor, controle e recursos – e quatro dimensões – analítico, processual, inovador e relacional – para determinar quais as principais características do empreendedor. A partir disso, sabendo quais são seus pontos fortes e fracos, a solução entrega um plano de ação para complementar seus conhecimentos empreendedores e equilibrar seus pilares.

“A nossa solução é uma avaliação. Eu percebi, fazendo mentoria com os alunos, comecei a identificar padrões em perguntas de jovens e até pessoas mais velhas que queriam empreender. ‘Como começo?’, ‘como monto uma equipe?’, etc”, explicou o CEO da Clinton e fundador do QEMP, Thiago de Carvalho. “Essas dúvidas tinham um caráter individualizado, então criamos os assessments, em que avaliamos quais os aspectos que você está e entregamos recomendações de ação”, explicou.

O interessante é que todos os pilares e dimensões têm uma validação estatística com o coeficiente Alfa de Cronbach. Para ser validado, o valor mínimo aceitável é de 0,70 – e o menor número que um pilar registrou foi de 0,79.

A ideia é levar ao empreendedor, ou até mesmo para uma equipe, o aprendizado individual, para que cada um complemente seu negócio na medida necessária – é começar um programa de aprendizagem de acordo com as dimensões pessoais do empreendedor, os pilares, e as dimensões. “Quem cria o plano de ensino é a própria pessoa”, completou Thiago, reforçando que essa análise também é do negócio, já que é possível identificar em que áreas ele está errando.

Padrões
Após a análise de alguns casos, foi possível encontrar um “padrão” nas fases de empreendedores e em alguns perfis. Por exemplo, empreendedores que estão há mais de 18 meses trabalhando em um mesmo projeto, segundo Thiago, já possuem mais experiência profissional, com o pilar Dinâmica de Mercado mais desenvolvido do que em empreendedores que ainda estão nos primeiros estágios.

“Isso significa que eles têm mais clareza sobre informações, práticas, relações e influências predominantes no mercado em que atuam”, explicou o CEO.

Já para empreendedores na fase pré-operacional do negócio, que ainda estão trabalhando em suas ideias, possuem o pilar Perfil Empreendedor mais desenvolvido – esse é o pilar correspondente às ideias de projetos. “Empreendedores nessa fase também têm como dominante o pilar Controle e Planejamento. Ou seja, estão mais empenhados em analisar cenários para definir objetivos e estratégias”, disse Thiago.

Apesar desses pilares, tudo pode variar conforme o conhecimento e aprendizado do empreendedor, seu perfil, seu negócio.

Qual é o perfil do empreendedor ideal?
“Pensando que o ideal é a empresa que já está acontecendo, operando, são empreendedores que mostram um projeto já desenvolvido. Embora essa seja uma condição do tempo, o projeto desenvolvido, quando o empreendedor acompanha a evolução do projeto, e vemos que está dando certo”, disse Thiago.

Quando os empreendedores e equipe começam a responder o questionário do QEMP, já devem mencionar qual é o objetivo: responder pensando em um projeto existente, um projeto futuro, um projeto pessoal ou da empresa, etc. A partir disso, a combinação das características do empreendedor e o andamento do projeto vão indicar um plano de ações condizente.

“O ideal é ter um QEMP próximo da equipe ou sócio, que seja complementar”, disse Thiago.

Ou seja: no final, não existe um empreendedor ideal.

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