Transformação digital: uma necessidade para qualquer empresa tradicional

De modelo de negócios à cultura e operacional – organizações devem passar por grandes mudanças para se adaptar a essa realidade

Transformação digital: uma necessidade para qualquer empresa tradicional

De modelo de negócios à cultura e operacional – organizações devem passar por grandes mudanças para se adaptar a essa realidade

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A tecnologia transforma o dia a dia das pessoas. Com a ajuda de um smartphone e de novas soluções que estão sendo criadas a todo momento, se tornou possível fazer quase tudo: chamar um táxi, pedir comida, reservar um hotel, fazer compras no supermercado ou solicitar inúmeros outros serviços. Com a digitalização desses e de outros processos, a transformação digital tem ganhado cada vez mais espaço e impactado a vida das pessoas. O volume de informações aumentou e os dados são transmitidos rapidamente por meio da internet, dispositivos móveis, redes sociais e outras ferramentas.

No mundo dos negócios, a tecnologia tem sido usada para melhorar o desempenho e os resultados das empresas. Com a inovação, o uso de novas ferramentas e uma mudança estrutural nas organizações, ela passa a ter um papel essencial na estratégia do negócio - deixando de ser apenas um apoio. Com isso, o uso de cloud computing, redes sociais corporativas, dispositivos móveis, inteligência artificial e outras ferramentas deixa de ser coisa do futuro.

Hora de atingir a maturidade digital

Segundo o estudo FutureScape: Worldwide Digital Transformation 2018 Predictions, realizado pela IDC, os investimentos diretos em transformação digital vão somar US$ 6,3 trilhões de 2018 a 2020. Ainda assim, a consultoria alerta que 59% das empresas globais ainda estão no que ela chama de "impasse digital" e permanecem enroscadas nos estágios dois ou três do índice de maturidade digital (DX Maturity). O modelo de maturidade está dividido em cinco pilares: liderança, omni-experience, informação, modelo operacional e forças de trabalho.

Porém, na prática, grandes setores já estão sofrendo transformações. No financeiro, as Fintechs – startups de serviços de finanças – forçaram os bancos a inovar. Já o uso de Internet das Coisas e Big Data está revolucionando a indústria de alimentos. No varejo, a automação de processos, a inteligência artificial, a realidade aumentada e a realidade virtual estão transformando a interação entre empresas e clientes. Até mesmo as companhias aéreas estão inovando, com aeroportos inteligentes, autosserviço para compra de voo, entrega de bagagem e processo de embarque. Mas, afinal, o que são essas tecnologias? Separamos cinco que consideramos as mais promissoras:

Internet das Coisas

Permite que vários objetos sejam conectados em uma mesma rede. A ideia é que o mundo físico e o digital se tornem uma coisa só com a ajuda de dispositivos que se comuniquem entre si e que transformem dados em ações práticas. Por exemplo: as smart locks, ou fechaduras inteligentes, podem ser conectadas à internet por wi-fi e permitem que portas sejam controladas digitalmente e até à distância por seus donos.

Big Data

Já parou para pensar na quantidade de dados gerados a cada minuto? Saber usá-los a favor do negócio pode ser essencial para manter a competitividade. É aqui que o conceito de Big Data entra em cena. A princípio, ele pode ser definido como um conjunto de dados que passa a ser analisado e transformado em inteligência. Com o Big Data, é possível obter insights rápidos e precisos. Informações de mercado, insatisfações dos consumidores, desejos e necessidades podem ser captados e cruzados aos dados internos das empresas, gerando valor para o negócio.

Inteligência artificial

Ramo da informática que tem como objetivo criar máquinas inteligentes capazes de tomar decisões a partir de dados e comandos pré-estabelecidos. A IA permite que elas sejam treinadas, aprendam com experiências anteriores e executem tarefas como seres humanos. No varejo, por exemplo, a tecnologia pode ser usada nos chatbots – robôs virtuais de atendimento.

Realidade virtual e aumentada

Com a realidade virtual, é possível criar um ambiente totalmente digital e gerado pelo computador. É comum que esse novo cenário seja visto com um capacete ou óculos. Já a realidade aumentada adiciona informações ao mundo real, mesclando os dois ambientes. Na prática, as tecnologias podem ser usadas, por exemplo, para transformar a experiência de compra do cliente, ou inovar no treinamento de funcionários. Aqui, a imaginação é o limite.

O que a transformação digital pode fazer pela sua empresa

Segundo Maximiliano Carlomagno, sócio e fundador da Innoscience, a transformação digital e o uso dessas tecnologias podem beneficiar as empresas de várias formas. “A digitalização contribui para a otimização e ganho de eficiência nas funções comerciais, de atendimento, marketing, backoffice, recursos humanos ou finanças” explica.

Para alcançar essa transformação, a digitalização passa a fazer parte de todos os pilares da organização, até que ela esteja completamente inserida na Nova Economia, muito mais digitalizada do que a velha. Acompanhe, a seguir, o que muda em cada um deles:

Modelo de negócios

A medida em tudo passa a estar conectado e que muitas barreiras são quebradas, a transformação digital afeta o modelo de negócios de muitas empresas. É possível incluir novos produtos, expandir as utilidades dos serviços ou adotar os meios digitais como ferramentas estratégicas. É muito comum, por exemplo, que lojas físicas se tornem e-commerces e passem a atender um número maior de clientes.

Atendimento

Transformar a experiência do cliente é um dos aspectos mais visíveis nas empresas - sejam elas voltadas ao B2B (Business to business, ou seja, relacionamento entre empresas) ou B2C (Business to consumer, relacionamento entre empresas e consumidores). “Com a transformação digital, o atendimento ao cliente pode ser otimizado e surgem novas formas de se relacionar com o público. Isso melhora a qualidade dos serviços e leva a empresa para um novo patamar”, ressalta Carlomagno.

Com soluções de big data, por exemplo, as companhias podem conhecer o seu público, extrair dados sobre o comportamento do consumidor, personalizar as ofertas e melhorar o caminho de compra. Centrais que realizam centenas de contatos por dia e tiram dúvidas simples já são lideradas por robôs e dispensam o esforço de operadores humanos.

Operacional

Os processos operacionais também passam por transformações, com a digitalização de tarefas, interação entre os colaboradores e gerenciamento de desempenho. Com o rápido compartilhamento de informações, os times podem trabalhar de forma mais eficiente e rápida - melhorando a tomada de decisão e trazendo produtividade para o negócio. “Os processos passam a ser automatizados, com a adoção de robotização, Internet das Coisas e outras tecnologias que fazem com que tudo funcione de forma mais inteligente”, ressalta Carlomagno.

Gestão

A transformação digital possibilita que a tomada de decisões seja mais eficaz e precisa, assim como os processos de acompanhamento e controle de eficiência. “Com mais informações, os gestores conseguem acompanhar o desempenho do negócio. Além disso, tomam decisões mais ágeis e estratégicas”, explica Carlomagno. A adoção de novas tecnologias permite que as empresas possam repensar suas estratégias, se diferenciando da concorrência.

Cultura

A digitalização envolve, inclusive, mudanças na cultura da empresa, com um novo mindset e ruptura nos padrões antigos de pensamento. Horários mais flexíveis, uso de coworking ou até mesmo o home office podem fazer parte dessa mudança. Além disso, as equipes passam a trabalhar em conjunto para a adoção e criação de soluções inovadoras.

Expansão e novos negócios

A transformação digital traz inúmeras possibilidades de expansão para as empresas. Segundo Carlomagno, a Netflix é um forte exemplo: a princípio, a empresa oferecia um serviço de alugueis de filmes pelo correio. Apesar de ser considerada inovadora na época, ela inicialmente não decolou. Foi então que decidiu mudar, e em 2007 saiu do aluguel de DVDs e adotou o streaming digital de filmes e outros conteúdos audiovisuais. A partir daí a empresa decolou e se tornou uma das maiores plataformas de streaming do mundo.

Além da expansão, as companhias podem caminhar para a criação de novos negócios a partir do uso da tecnologia. Para isso, grandes empresas estão buscando se aproximar das startups que já nascem com a inovação em seu DNA ou criam espaços internos de inovação – o chamado corporate venture. Em outras palavras, as organizações se tornam investidoras ou futuras compradoras dessas empresas.

Por ser um processo complexo e amplo, não há uma fórmula única. O sucesso de uma iniciativa depende, principalmente, de como a estratégia é pensada e engloba a empresa de uma maneira geral. “Quando a empresa não sabe o porquê embarca nessa jornada, nenhuma estratégia será eficaz. Seja adotando a conexão com startups ou inovando internamente, ela precisa ter clareza do que espera com essa transformação”, ressalta Carlomagno. A partir daí, é possível inovar e se adaptar a essa nova realidade.

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