Nova febre aqui no Brasil, Yellow recebe aporte de US$ 63 milhões

A rodada, liderado pela GGV Capital, é o maior financiamento da Série A para uma startup na América Latina

Nova febre aqui no Brasil, Yellow recebe aporte de US$ 63 milhões

A rodada, liderado pela GGV Capital, é o maior financiamento da Série A para uma startup na América Latina

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A Yellow é uma aposta de Eduardo Musa, ex-CEO da Caloi, juntamente com Ariel Lambrecht e Renato Freitas, dois dos três fundadores da 99 - startup vendida para a Didi Chuxing no ano passado. A startup, que oferece um serviço de compartilhamento de bicicletas, rapidamente capturou a atenção dos investidores e, em abril deste ano, levantou uma rodada de US$ 9 milhões. Mas parece que outro investimento está por vir. De acordo com o Jornal Valor Econômico, a Yellow receberá um investimento de US$ 63 milhões, liderada pela GGV Capital, uma empresa sino-americana que gerencia cerca de US$ 3,8 bilhões.

Além da GGV Capital, investidores que em dezembro injetaram dinheiro na startup também participarão do aporte, como os fundos Monashees, Grishin Robotics, Base 10 Partners e Class 5 Global. Segundo Eduardo Musa, os novos recursos serão utilizados para expandir a operação da Yellow para outros lugares do Brasil e também do mundo, como México, Colômbia, Chile e Argentina, e também para adicionar e-bikes ao portfólio da empresa.

O aporte também será destinado para a construção de uma fábrica de patinetes elétricos - o local da fábrica ainda não foi definido, mas é capaz de ser no nosso País. “O Brasil é o maior mercado, então está bem posicionado para receber a fábrica", disse Musa ao Valor Econômico. De acordo com ele, a empresa não quer depender de fabricantes chineses para importar scooters e vê no fornecedor local uma alternativa mais barata para oferecer o serviço de patinetes elétricos ao público brasileiro, assim como as bicicletas, que já são adquiridas localmente.

A Yellow é uma das várias startups de bicicletas e patinetes elétricos - por causa da tendência, uma enorme demanda foi destinada aos poucos fabricantes chineses, o que pode até mesmo prejudicar o mercado. “Simplesmente não havia capacidade disponível ou fábricas preparadas para atender a demanda que surgiu das outras empresas de compartilhamento de scooters”, disse Musa ao TechCrunch."Isso se tornou, muito rapidamente, um grande obstáculo para esse setor".

Patinetes elétricos

Segundo Musa, o plano é oferecer o compartilhamento de patinetes elétricos como uma alternativa às bicicletas. "O desafio é a falta de suprimento. Diferentemente da bicicleta, que tem capacidade instalada e ociosa já grande, o patinete está sem capacidade para atender à demanda maior, o que tem provocado aumento de custos", disse.

Diferente do serviço de compartilhamento bicicleta, que custa R$ 1 por cada 15 minutos, com o patinete a tarifa deve ser de R$ 7 reais pelo mesmo período de tempo. "O custo de produção de um patinete é três a quatro vezes maior que o de uma bicicleta", diz Musa sobre o motivo do aumento dos preços.

Eduardo Musa não informou o total de usuários cadastrados, nem o percentual de bicicletas que passam por manutenção ou são retiradas de circulação. Mas afirma que, após atingir a marca de 3 mil unidades essa semana, a meta é chegar a 20 mil bicicletas e mil patinetes até o fim do ano - em 2019, a expectativa é chegar a 50 mil bicicletas na cidade de São Paulo.

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